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Ninho (semi) vazio.

sábado, fevereiro 18, 2017
Eu tento parar o tempo. Mas ele não me obedece. Os dias voam, animados pelo alvoroço dos tempos.
Filtro tudo o que posso. As coisas chatas, os eventos sem sumo, momentos que não me trazem nada. Fretes. Sempre ouvi as pessoas mais velhas dizeram que já não tinha idade para fazer fretes. Cheguei lá. O meu tempo está distribuído entre obrigações e amor. E é ao segundo que me agarro cada vez mais.
 A bebé cresce e os manos estão cada vez mais autónomos. São festas de anos, programas aqui e ali, os dois sempre no verbo ir. Fiquei só com a bebé a pensar quando chegar o tempo de ela também querer ir.
- Mas não queres ficar com a mãe? -Não, prefiro ir se a mãe não se importar. 
Sei que vou sofrer com o ninho vazio e digo-lhes que podem viver comigo. Eternamente.
Ter filhos é realmente a maior benção. E estes tempos são mesmo valiosos.
{Mas podia passar devagar, não!?}


Boa noite!

quinta-feira, fevereiro 16, 2017
Do dia 13 quando fez 10 meses.
[Como assim 10 meses????]

[E]namorados com filhos

quarta-feira, fevereiro 15, 2017
Nós namoramos 365 dias [e em anos bisextos 366}] cheios de intermitências e seduções interrompidas. [Bem, às vezes nem namoramos na verdade]. Nós somos aqueles que não se atrevem a levar pequeno-almoço à cama porque, obviamente, vai sobrar para nós. Aliás cama, raramente, é só para dois e há muito que deixou de ser um local sensual. Passou a comunitário, sobrelotado, em jogos de força por um bocadinho de descanso, espaço e de edredão. Lá trocamos fraldas, dobramos roupa, e atiramo-nos mortos ao final de cada dia. Nós não podemos fazer conchinhas sem mini braços de polvos entre nós, ou um joelho na boca. Nem podemos ficar na ronha ao fim de semana, ignorar refeições, e não fazer a ponta de um corno. Nós precisamos de fazer contas aos (curtos) tempos mortos para dar dois dedos de conversa [ou um até], para um olhar mais intenso, para uma mensagem subliminar. Às vezes, o barulho da casa é tal que nem com um desenho chegávamos lá. Nós dormimos aos bocados, estamos cheios de olheiras e a roupa do dia só é trocada pelo pijama. O nosso presente para a cara metade é comprado, com sorte, num supermercado banal misturado com legumes, iogurtes e carne congelada. E não é fácil ser-se criativo apenas com a opção do corredor dos produtos de higiene [e é chato dar todos os anos desodorizantes]. Nós até podemos preparar um jantar romântico a dois, mas há sempre umas nódoas, uns pesadelos ou um belo xixi na cama, a fazerem-nos lembrar que não estamos sozinhos. Aliás, os dias especiais são escolhidos a dedo para serem alvo de pausas ou mesmo de quebras. [Olha fica para o ano...] O mais romantico que se consegue neste dia é, ao cortar uma cebola, imaginar-mo-nos em pleno jantar afrodisíaco. Corações e flores só nos cheira a mais coisas para limpar e chocolates irritam mais tarde por não termos resistido a comer a caixa toda. Nós não podemos usar a desculpa dos dias dos namorados para uma fuga a dois porque esgotámos as deixas para os avós com doenças, reuniões na escola, idas ao supermercado. Nós aprendemos a namorar de outra maneira. E [quase] todos dizemos que é melhor.

Querem fazer o vosso Plano de Parto?

segunda-feira, fevereiro 13, 2017
Lembram-se do meu?
Recebi imensas mensagens depois deste post e, por isso, me lembrei de vos avisar.
Passem também a quem conhecem. Esta é uma ótima oportunidade para se prepararem para o que se quer o melhor momento das nossas vidas.
A Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto organiza, a 18 de fevereiro, o seu 2º Encontro, sob o tema "Melhor Nacimento, Para Todos".
O evento dirige-se a famílias, profissionais e representantes de organizações da sociedade civil e é um dia de informação, partilha, apoio e inspiração para todos os interessados na gravidez, parto e parentalidade. 
 Do programa do encontro ENCA / Nascer em Amor 2017 fazem parte os temas da escolha do local do parto, pelo investigador em sociologia da saúde Mário Santos; a forma de receber o recém-nascido, pela pediatra e neonatologista Graça Gonçalves; a cultura do parto no Reino Unido – características e evolução sob ação de grupos de pressão pelos direitos dos consumidores, pela ativista Beverley Beech e o parto vaginal depois de cesariana, com a divulgação, pela primeira vez para o público em geral, dos resultados do estudo OptiBIRTH, pela coordenadora do projeto, Professora Cecily Begley.
O evento encerra com a realização de um workshop sobre Plano de Parto, dirigido a famílias e profissionais.
Informação mais detalhada sobre o programa, as intervenções, os oradores, O workshop e as inscrições pode ser encontrada em www.nasceremamor.wordpress.com
Sabiam que num inquérito realizado pela APDMGP em 2015 43,5% das mães não estavam satisfeitas com o parto que tiveram???

Encontro marcado em direto?

segunda-feira, fevereiro 13, 2017
Hoje às 21h30 faço um direto no Instagram sobre o livro Socorro! Eles crescem tão rápido.
Quero muita converseta. Deitem os miúdos, calcem a pantufa e preparem um chá.
Temos serão juntas?
Beijoooo