menu-topo

A melhor App de 2018

segunda-feira, março 18, 2019
Esqueci-me da carteira. Estava a ficar sem gasóleo e ninguém me podia ajudar naquela altura. Vai que  me lembrei que tinha MB WAY. E tinha de ir ao supermercado e à farmácia. Não só, nesse dia, paguei coisas, como levantei dinheiro, fiz transferências imediatas e não chateei ninguém.
No outro dia disse às minhas seguidoras que queira comprar algo na net, mas que só o meu marido tem cartão de crédito e então teria de esperar por ele. Vai que elas, sempre à frente, me ensinaram que com MB WAY conseguimos para fazer cartões de crédito provisórios com a quantia que queremos usar, o que me pareceu de uma segurança incrível, não só pelos hackers como nos controlamos com o que vamos gastar e nos obriga a pensar antes de pagarmos. 
Resolvi fazer este post porque realmente foi algo que fez diferença nos meus dias. E até porque não tem quaisquer custos de adesão e/ou carregamentos. 
Até para quem já tem adolescentes é bom porque eles podem levantar dinheiro em caso de aflição. É só irem ao Multibanco com um código que o nosso MB WAY gera para esse efeito.
O LIDL também passou a ter disponível esta opção de pagamento e, por isso, se agora me esquecer da carteira em casa já não é um drama e a minha vida segue naturalmente. 
Pequenas coisas que descomplicam a nossa vida. Espero que tenha sido útil. 

É feio falar de dinheiro.

segunda-feira, março 18, 2019
Cresci com esta premissa. Ninguém falava de dinheiro lá em casa. Os ordenados eram tabu, as rendas da casa, o preço da escola, as despesas, os prémios...  Acho que era comum nas gerações acima. Não ousava perguntar nada o que tivesse a ver com isto. Lembro-me até de, se me faltava algum dinheiro para algo, ficava calada com vergonha de pedir mais. Talvez por isso, tenha começado a trabalhar tão cedo e a ser independente. 
Não queria depender dos meus pais para comprar umas calças de ganga ou ir dar uma volta. 
Aos 16 comecei a fazer aqueles trabalhos de hospedeira e raramente os chateei a pedinchar algo que queria. Essa liberdade foi maravilhosa. Fiz de tudo. Cheguei a lavar tachos. Tinha sempre trabalho, porque também não me acanhava de fazer o que quer que fosse. Legal, óbvio. ;)
Mas a sensação de que não se devia falar de dinheiro persistiu até aos dias de hoje.
Sou mesmo má neste campo. Não gosto de fazer orçamentos, de negociar e odeio cobrar. 
Quem trabalha por conta própria (e tem a saga do IVA) tem de ser muito rigoroso. Porque podemos estar a pagar IVA de trabalhos que ainda não recebemos. Isto é uma dor de cabeça enorme. 
 E eu sou um zero à esquerda em números.
Para poupar umas massas, e porque tenho um marido genial, nunca fiz contabilidade organizada. Como tal ando sempre cheia de papelinhos e sempre em sobressalto que me falhe alguma coisa. E depois ele ajuda-me na entrega de todas as coisas chatas.
Após quase dois anos de ter dado a cara por uma campanha grande, que me limitou outros trabalhos e me ocupou muito tempo, vi-me forçada a pôr um processo a uma empresa que ainda não me pagou. Adiei muito, tentei que fosse tudo a bem, para evitar falar de dinheiro, refilar e de me bater sempre com esta sensação estranha deixada por esta educação comum na altura.
Ia dormir à noite com algum desconforto e intranquilidade quando a minha parte tinha sido toda cumprida. Não faz sentido! 
Vou querer fazer diferente com os meus filhos. Não quero que se sintam mal por serem pagos por trabalhos que fizeram, por saberem que impostos e contas não se acumulam, que devemos ser rigorosos na nossa gestão orçamental e que não é vergonha nenhuma falar de dinheiro. 

7 apps para ensinar finanças aos miúdos:

Livros



Ter um filho doente (e não ter uma farmácia).

quinta-feira, março 14, 2019
Foi por isto que quis muito dar a cara por esta campanha. 
Uma coisa que temos por garantida e que, afinal, não é assim tanto...
Quantos de nós já corremos a uma farmácia de serviço, aflitos a meio da noite.. Ou quantas vezes fomos salvos pela farmacêutica que nos deu um ótimo conselho... [Ou quantos testes de gravidez foram celebrados (ou chorados) a seu lado?]
Eu amo a minha farmácia. É mesmo na terra ao lado da minha e fico lá sempre à conversa sobre a vida. 
Ora que neste momento, 675 farmácias enfrentam processos de penhora e insolvência. Ou seja, quase 25% da rede de farmácias em Portugal.
De forma a garantirem a dispensa de medicamentos comparticipados pelo Estado as farmácias têm prejuízo. As mais pequenas, que servem populações mais isoladas e envelhecidas, não estão a conseguir sobreviver.No ano passado, faltaram 60 milhões de embalagens de medicamentos no momento da dispensa.
Esta é a realidade que agora vivemos.
E, por isso, fui até à minha farmácia, onde vou sempre que alguém da minha família precisa, assinar a petição para #salvarasfarmacias
Se partilham do meu medo assinem a petição na vossa farmácia ou aqui.



1 português = 466 sacos plástico ao ano (Estão a gozar?)

segunda-feira, fevereiro 25, 2019
Há uma coisa que me deixa doida, furiosa até, que é quando me esqueço dos sacos do supermercado em casa. Fico doida. Primeiro porque tenho uma coleção de sacos parados em casa, muitas vezes no carro, depois porque me obriga a comprar mais um para juntar à coleção. 
Ultimamente a estratégia, se me esqueço, é diferente. Faço compras no carrinho, vou com o carrinho até ao carro, e as compras vão assim soltas na mala, até chegar a casa e ir buscar os sacos esquecidos. 
Acho que é mesmo uma das coisas que mais me irritam de momento. 
Sabiam que cada português utiliza, em média, 466 sacos de plástico por ano?
A estas pessoas eu queria só expressar a minha opinião de que tenho filhos, quero ter netos, e o mundo não aguenta. Porque se em média e se já algumas pessoas não utilizam, quer dizer que há muitas a usar muito mais do que este número. 
Queria mesmo que pensassem nisto e que lessem um bocadinho do que estamos, com o plástico e não só, a fazer ao planeta. Não quero vir para aqui dar lições de moral mas acredito que se se informarem do drama que é, com certeza vão mudar esses hábitos. 
Obviamente plástico é mau, e depois há plástico mau (que ainda se recicla) e péssimo (que não há nada a fazer.) E teríamos também de falar da importância da divisão do lixo, mas isso são outros quinhentos. 
Fiquei histérica de feliz quando o LIDL anunciou que ia acabar com a venda de sacos de plástico e passar sacos de papel em tamanho médio e grande, para além aqueles giros de ráfia, também. 
Por isso, um enorme passo para a humanidade, um gigantesco para o planeta. Estou feliz. Devagarinho vamos fazer deste um mundo melhor e mais preocupado com as gerações que aí vêm. 
5 Dicas para combater o plástico no nosso dia-a-dia
• Levar sacos que já temos sempre connosco, espalhar pelo carro, etc.
• Escolher embalagens reutilizáveis
• Preferir papel, cartão, vidro
• Apostar no granel
• Fazer detergentes e produtos de beleza caseiros
• Não comprar produtos de uso único 
• Fazer sumos em casa
• Se forem até à praia levem um saco (reutilizado lol) para apanharem o que por lá anda. Faço sempre isso com os meus filhos e é impressionante a quantidade que existe.

O que correu mal quando vim trabalhar para casa

quarta-feira, fevereiro 06, 2019
Na verdade não posso dizer que correu mal. Foi uma experiência e, como todas, são importantes. Levam-nos a ter foco no que queremos. A corrigir erros. A percebermos o que nos serve. 
Trabalhar em casa não é para mim. Principalmente e em destaque, pelo facto de escrever sobre pessoas e as suas histórias. Não posso estar fechada, sem falar com ninguém todo o dia. Preciso. muito de estar a receber inputs, a conversar com amigos e estranhos, a ver gente e a meter conversa.
Este foi o primeiro ponto. O isolamento. 
Por outro lado, a arrumação. Trabalhar numa casa acabada de arrumar é ótimo,  mas naqueles dias de correria, camas por fazer, máquinas por fazer, matou-me. Havia sempre alguma distração ou tarefa para fazer. Mais do que isso, para mim o ambiente à volta interessa. E se as coisas não estavam como eu queria (de manhã nunca estão) sentia-me mal. Paragem para tratar disto e daquilo, o trabalho vai ficando para trás. Nada bom. 
Por último, e tão importante, foi o não haver cortes e muitas vezes estar uma megera quando o resto da família chegava a casa. Não falava como ninguém, só trabalhava e arrumava, e fiquei uma chata do pior. 
Vir trabalhar para o Cowork Cascais (todas as infos que me pedem sempre aqui) foi a melhor decisão que tomei nos últimos tempos. Faço os cortes que devo fazer, saio de lá e não pego mais no computador se não for uma urgência, estou uma mãe e pessoa mais feliz, e com a vida mais definida. Foi isto que senti. Tudo misturado, sem uma tesourada de uma função para a outra não estavam a resultar para mim. E agora tenho o melhor dos dois mundos. Se me apetecer um dia posso ficar em casa, nos outros saio. Criar esta rotina foi mesmo bom para mim. 
Dicas para quem (ainda) trabalha em casa:

1. Arranjar parceiros. 
Quando estive em casa aconteceu-me a coisa mais maravilhosamente fútil que podia ter acontecido. Deixo-vos uma foto minha (divando ahahah) com o Roomba do IROBOT, (AKA Colega, já que não os deixei de ter ehehe ;)) que me salvou nessa altura, agora e sempre. Já tenho posto uns vídeos no instagram porque foi mesmo um sonho tornado realidade e não me vou cansar de lhe fazer publicidade. Melhor investimento de sempre. Tenho duas manhãs uma senhora que me vai ajudar com a casa e com a roupa (até ao teto). Nos dias em que ela não está nunca aspirei a casa. Foi ele. E tem uma app que podem programar para ele limpar quando não estão em casa. É incrível e aconselho todas as donas de casa a fazerem um pezinho de meia para o terem. Porque podem ganhar muito tempo enquanto ele se encarrega de aspirar todas as divisões. Até o Buddy o ama. 
2. Estabelecer horas e cumprir
Ter tudo muito bem dividido e não deixar as tarefas misturarem-se umas com as outras e, principalmente, não mistrurar a gaveta familiar com a profissional, ou a de lazer. 
3. Parar de vez em quando
E ir dar uma volta, respirar, ir ao ginásio. É importante fazer os nossos cortes
4. Deixar para depois
Cumprir os horários à risca e não ir arrumar a casa na hora de expediente. Agir como se estivéssemos mesmo a trabalhar num escritório fora de casa.
5. Ligar para pessoas e combinar coisas
Um café, um telefonema. A ideia é não se isolarem e tentarem falar com alguém que gostem e se inspirem todos os dias.
Espero que vos seja útil. Mil beijos Rita