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Como aprendi a gostar de fazer (algumas) tarefas em casa.

segunda-feira, julho 09, 2018
Bem, há coisas que odeio.
Primeira: gerir o frigorifico, o que se estraga, o que é para comer... odeio!
Segunda: Tirar loiça da máquina. Prefiro pôr.
Terceira: Estender, dobrar e arrumar roupa.*
Trabalhar em casa tem este mal de se misturar tudo. Às vezes, tenho mesmo de bater a porta porque não consigo produzir bem num sítio caótico. E prefiro ir para um café.
Mas não dá sempre... E então tive de criar algumas rotinas para sentir uma certa harmonia à minha volta, que sem ela o meu mundo desaba.
A lição que aprendi foi pôr amor e carinho nas tarefas. Sei que pode parecer ridículo, mas se pensarmos nisto o trabalho não custa tanto e vamos conseguir tirar ter algum prazer nas coisas. Pensarmos que estamos mesmo a fazer algo de bom para a nossa família e para nós. E no bonita que vai ficar a nossa vida. E termos gozo nisso.
Obviamente que não sou uma tonta a amar limpar (juro que eu passava este trabalho de bom grado), mas sinto que se o ambiente estiver são à minha volta tudo corre melhor e todos estamos melhores.
E sentir que apesar de parecer pouco o que faço (e ninguém agradecer) o resultado tem mesmo influencia no ambiente geral.
Por exemplo, ponho música quando estou a limpar ou a dobrar roupa. Ou oiço um podcast e faço deste um momento de relaxe. Até passa mais rápido. ;)
Uma coisa que passei a amar é ter a roupa a cheirar bem. Adoro o cheirinho do amaciador na roupa. Agora estou a usar este Quanto roxo, que tem um cheiro me traz boas recordações, não sei porquê. Cheira a férias. ;) Antigamente não usava amaciador e agora estou um bocado viciada. Porque a casa fica invadida por este cheirinho e roupa fica mesmo fofinha. [Diz que dá aquela sensação de roupa acabada de lavar até 300 dias. ;)]
Ter a casa decorada a meu gosto, com poucas coisas e bonitas ou sentimentais ajuda-me muito a querer ter tudo em ordem e tudo ser fácil de arrumar. Destralhar muito e ter cada coisa no seu sítio é a  minha chave para uma casa que dê gosto de estar.
*Estes são os meus calcanhares de Aquiles na lide doméstica. E os vossos? Adoro saber estas coisas.;)






Proteger os oceanos [como os filhos]

quinta-feira, julho 05, 2018
Quando vi a campanha da Avène sabia que estes eram os protetores solares que queria usar este ano.
A pele da minha família é difícil e apesar de eu respeitar muito as horas saudáveis de sol, sem creme não nos livramos do escaldão. 
Com histórias (más mas controladas) de pele na família sou frenética com este tema. Mas havia uma coisa que me preocupava que era o que os cremes fazem pelo ambiente e pelos oceanos. 
Li tanto sobre isto que quase me apetecia deixar de usar proteção. Só que isso em nós é impossível. 
Bastam umas duas horinhas ao sol, mesmo nas horas boas, e ficamos logo queimados (numa versão pouco saudável).
Como misturar uma boa proteção com a preocupação ambiental?
Então para vos ajudar a escolher aqui segue o que procurei no meu creme para este ano:

  • Proteção da nossa pele mas também da vida marinha 
  • Biodegradável
  •  Resistente à água
  • Sem silicone
  • Sem filtros hidrossolúveis
  • Sem substâncias tóxicas para os organismos marinhos

Acho que cada vez mais temos de pensar que o mundo também é nosso filho. E como queremos proteger a nossa família também temos o dever de o proteger a ele. Certo?

Desafio:
Queria também pedir-vos para quando forem com os vossos filhos à praia façam o jogo de apanhar plásticos e outro lixo que pessoas sem cuidado deixam para trás.
Sabem o que são microplásticos? É aquele plástico tão pequeno (por exemplo purpurinas) que não se consegue destruir. Essas partículas vão para agua e acabam a ser comidas pelos peixes. Peixes esses que nós vamos comer depois. Obrigada por me ouvirem. Afinal estamos a falar de dois terços do planeta.
















Clap! Clap! O primeiro prémio da Tribo!

quinta-feira, junho 28, 2018
Ontem fui surpreendida com o prémio na categoria de Lançamento dos Prémios Criatividade da Meios & Publicidade.
Partilho com vocês a foto e o momento.
Que venham mais prémios e que continuemos por muito mais tempo!


Os pais são arco, os filhos setas

terça-feira, junho 26, 2018
Nestes últimos dois meses andei com muito trabalho e um bocado cansada. Obviamente, isso refletiu-se nos meus filhos. Voltei a ler coisas para os trazer a mim. Para lhes criar empatia e para os centrar.
Isto não é uma lição. Isto foi tudo o que eu quis saber para lidar com estas fases em que parece que as coisas fogem ao nosso controlo. E que precisamos de nos focar por eles.
Com a pontaria certa, a segurança certa, a força certa, o rumo dos nossos filhos segue o seu caminho com as emoções certas.
Mas a vida não é assim. E, muitas vezes, falha-nos a pontaria, a força e o rumo. 
É o que tenho sentido nestes 10 anos de maternidade. 
Que, apesar de eles nascerem com uma personalidade onde temos pouca influência, o mesmo não se pode dizer do comportamento. E o comportamento depende e reflete quase tudo o que é nosso. 
Quando tenho mais trabalho, menos paciência, o ambiente sente-se logo diferente cá em casa. 
E todos o acusam à sua maneira. 
Obviamente as crianças não sabem resolver os seus problemas como fazem os adultos. 
Para eles gerir frustrações, controlar emoções, colocarem-se na posição do outro é feito de forma diferente. Essas coisas deixam-nos, a nós pais, tristes e desanimados. Achamos que não é justo e que, de alguma forma, falhámos. Isso só significa que devemos estar a pegar mal no arco. 
Mas sem culpas. A vida é isto. Temos problemas de crescidos, trabalho, falta de trabalho, de tempo e as nossas coisas más.
O que tento é inspirar-me de forma a não deixar que as setas sigam todas tortas. 
Os nossos filhos precisam da nossa direção para os guiar.
A "infantolatria", que é o culto à criança que se vive nesta era, muitas vezes os deixa sem rumo porque já têm muitas coisas para decidir desde muito cedo. Não falo de autonomia que isso é diferente e benigno. Falo de tomarem o lugar dos pais e mandarem na casa e tomarem decisões pelos pais. 
A família deve ser gerida por adultos e ensinada aos filhos. 
Bem, isto é a minha forma de pensar e de me alinhar, obviamente. Mas acredito que há mais pais a sentir isto. E, por isso, aqui segue um resumo de coisas que andei a ler para me ajudar nestas fases de mais stress e não tão presente nas suas emoções como gostaria. 
 Manter a calma 
Quando há momentos de raiva, de frustração e tristeza devemos manter a calma para os trazermos para o nosso lado e não o contrário. A nossa reação pode inflamar a emoção deles. 
Identificar emoções
Aproveitar esses momentos de não reação, nem julgamento, para tentar perceber o que está por trás da ação. Falar com eles para saber se é cansaço, fome, sono, frio ou outra necessidade mais complexa.
Corrigir o comportamento na hora [mas sem sobressaltos]
Devemos dizer logo que não estamos contentes. Para que eles percebam ali porque mais tarde não se vão lembrar. Falar com eles com calma dizer e tentar o passo acima com diálogo. 
Dar oportunidade de escolher
Dê espaço para ele tomar algumas decisões mas limite as opções ao que lhe agrada a si. 
Redirecione
No auge da birra tente mudar o foco de atenção. Pergunte se ele quer beber água, tirar a camisola porque está calor. Isso vai ajudar a ele mudar o foco e a acalmar-se para conseguir conectar-se com ele. 
Dê-lhe ferramentas
Calma, não lhe dê um martelo numa altura de fúria. ;)
Mas ensine-lhe ferramentas que ele posso, sozinho, resolver os seus problemas como respirar fundo, fechar os olhos, e imitar animais por exemplo o leão quando está a rugir. Isto para os mais pequenos, claro.
Evite estímulos
Muitos destes comportamentos devem-se ao excesso de estímulos que há hoje em dia. Dar-lhe um telefone ou tablet para ele se acalmar só vai fazer pior. tente desporto ou alguma atividade ao ar livre, como apanhar conchas, ver flores, etc...
Seja positivo e compreensivo
Diga coisas boas e diga que o entende. Diga que não gostou da birra e pergunte o que é que o fez tomar aquela atitude. Diga também que fixou triste, que percebe que ele esteja magoado ou cansado, e explique-lhe que ele pode resolver as coisas de outra forma. 
Experimente jogos simples de mindfluness
Como o famoso jogo do silêncio.
Ou outro que eles gostam que é o de olhos fechados irem identificando sons que ouvem. Pode parecer uma simples brincadeira mas nem imaginam o que estas coisas trabalham. O foco, a empatia, a paz, a gestão das emoções, etc. 





Como ponho os meus filhos a gostarem de lavar os dentes.

quinta-feira, junho 21, 2018
Bem, na verdade ando sempre a correr atrás deles a perguntar se já lavaram os dentes...
[Bem, esta deve ser aquela frase que vem com o pacote de ser mãe...]
A Madalena teve dentes muito tarde. Mas depois todos de uma vez só, praticamente. Aliás, os meus filhos são assim todos. Quando nasce o primeiro, parecem pipocas a saltar.
Mas são tarde, por volta do 1 ano. E, por isso, não passei por aquela situação de serem muito bebés e ter de os lavar. [Mas já li que deitados é a melhor forma.]
É importante que aprendam a lavar desde cedo e criem essa rotina. 
Já muitas vezes me perguntaram quando é que eles começaram a lavar os dentes e acho que é mal vejo o dente na boca. 
Adoro estas escovas da Jordan, uma marca divertida escandinava.

Para os mais pequeninos há umas com mordedor [apesar da Madalena roubar sempre a que está mais à mão.] Ou seja, são fáceis e agarrar, massagem as gengivas e vão criando esse hábito. 
Quanto a pasta de dentes, cada um gosta do seu sabor o que não torna a coisa simples. 
Maria gosta de picante, Duarte gosta de frutos, Madalena gosta de qualquer coisa.;)

Outra coisa importante a ter em conta na escolha da pasta, a meu ver, é a questão dos sulfatos e do flúor. Esta que Madalena está a usar tem 1450 ppm (um valor ótimo que ajuda a combater a cárie dentária) e 0% de sulfatos.
Aprendi que a quantidade de pasta a usar, até aos seis anos, deve ter o tamanho da unha do dedo mindinho.
Eles lavam os dentes de manhã e à noite. E os mais velhos, na outra escola, lavavam à hora de almoço, o que eu achava espetacular.