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5 meses

quinta-feira, setembro 15, 2016
Não acredito que isto passou assim. Quase meio ano. Estou em choque.
Este mês não é mês de pediatra e, por isso, não sei peso nem altura. Não me parece fraca. ;)
Já come os pés, dorme menos vezes mas mais tempo, continua a maior santa alguma vez visto, é super curiosa, ri-se com o cão, e destrói este cenário todo. Amanta enrolada em wrap é para esquecer.
Nem imagino como vai ser os meses que me faltam até ao 1 ano. Que desafio fotográfico. ;)

"Deslarga-me" a maminha.

quinta-feira, setembro 15, 2016
Tenho andado (entre férias dos miúdos, um torcicolo e as lides domésticas) focada em obter a maior informação que posso sobre a passagem aos sólidos da baby Madalena.
Escrevo este post porque mães do mesmo tempo que eu, ou que ainda vão passar por isto me têm pedido para partilhar as minhas decisões.
"Atão" vamos a isso:
Vou deixar a amamentação exclusiva aos 6 meses e passar aos sólidos. Aos 7 meses e pouco ela vai para creche e eu para o trabalho. Snif!!!
Queria continuar a dar de mamar sempre que estivermos juntas, ou seja jantar em Baby led weaning e almoço na escola à moda antiga ou seja passado, sopas e fruta. Será um misto das duas formas de alimentar os bebés, complementando com maminha (a termo incerto). Acho a solução mais fácil, mais feliz e possível para a minha vida.
Estou morta por vê-la a agarrar brócolos, couve-flor, fruta em palitos, a ficar toda suja com pêra abacate e banana. Mas tenho muito medo que torça o nariz à amamentação muito cedo. Por isso, não quero pôr biberões ao barulho.
Vamos ver...
Ainda estou a tentar ver como posso fazer em relação entre a hora da primeira maminha e a hora de almoço na escola porque ela é muito incerta a mamar.
Vai de certeza precisar de um "appetizer" antes de almoço e se eu entrar muito cedo no trabalho... E tem de ser coisa simples porque é o pai a dar e a ter de vestir, dar pequeno-almoço e levar os três à escola. [palmas ao meu marido espetacular] Sim, não faz mais que a sua obrigação mas faz com gosto, bem e sozinho!
Se conseguir entrar mais tarde a coisa torna-se mais fácil, mas depois também saio mais tarde.
Agora que fez 5 meses acho que não tinha ainda maturidade para comer. Cada bebé é como é e não me apetecia andar a forçar a sopa sem ela estar preparada. Tive sorte e vai ser tudo com calma.
Acho que esta, mais opções de creches públicas ou subsidiadas e a possibilidade de mais tempo em casa com os nossos pago, são as questões que podiam fazer aumentar a taxa de natalidade no nosso país. Não concordam?
Se isto fosse resolvido mais pessoas arriscavam a ter (mais) filhos. 
A história da transição para os sólidos é muitas vezes (a maioria) forçada. Devíamos poder optar sem nos ser imposto que os nossos bebés nos "deslarguem" a maminha aos 4 meses. 
Posto isto, ajudem-me a resolver a história do período entre a primeira maminha e o almoço. Aviso que só agora, com os crescidos na escola, me vou dedicar à parte da extração, armazenamento e logística no trabalho do leite.
Não fiz isto com os manos grandes, mas ando a ler muito e a estudar a minha nova forma de alimentar a Manalena, sem pressões ou obrigações. E claro sempre a pensar no saudável, no rico e no mais natural possível.



Amigas novamente

sexta-feira, setembro 09, 2016
Somos amigas desde os 11 anos.
Quando nos conhecemos na escola para onde mudei, a meio de um ano lectivo, nunca mais nos largámos.
Cada fim de semana era passado ou numa ou noutra casa. E uma vez, por circunstâncias da vida, ficou lá em casa a dormir durante 15 dias.
Andávamos na catequese e tínhamos, nessa altura, a ideia da religião como ela devia ser. Andávamos com duas caixinhas na minha rua a pedir dinheiro para os pobres e fazíamos fortunas. Depois lá íamos todas orgulhosas entregar à igreja com a sensação que íamos conseguir mudar o mundo. Passámos pelas fases dos primeiros amores, das paixões arrebatadoras, do fumar, das primeiras cervejas, às saídas à noite, dos namoros, do fim dos namoros, de divórcios dos pais, de mortes de avós, de casamento. Mesmo em fases mais afastadas sempre soubemos que, ao mínimo desgosto, estávamos ali uma para a outra.
A minha melhor amiga, mais antiga e madrinha de casamento, também foi mãe aos 39. Dois filhos depois cada uma, temos agora estas bonecas para brincar. Têm um mês de diferença [note-se que a minha é mais nova] e espero que cresçam juntas e felizes como fomos. E somos. [A diferença de cores ahahaha]





Os meus filhos estão sujos de alegria.

quarta-feira, setembro 07, 2016
Isto é para responder a um comentário, que não publiquei [quero lá que os meus filhos um dia cheguem aqui e leiam coisas menos positivas sobre eles] cujo o objectivo era magoar-me, mas que me fez exatamente o contrário.
Dizia que nesta foto a minha filha estava suja, principalmente o cabelo.
A pessoa queria apenas, anonimamente claro, destilar a sua tristeza por aqui. Mas imaginem...
Fiquei para lá de orgulhosa de permitir os meus filhos sujarem-se de alegria, liberdade e aventura. 
A felicidade deste pequeno grande momento, quando os deixei encharcarem-se num dia de bafo, que aliás já repetiram, numa torneira de uma horta que vinha suja de terra, vale mais que três vestidos de festa, um par de sapatos, um penteado cuidado e uma foto certinha. Claro que o cabelo ficou palha de aço tal como as memórias deste dia ficarão no meu espírito. É aquela nódoa que não me importo que não saia nunca.
A cara deles quando lhes disse: "- Claro que se podem molhar!" foi impagável. 
Por isso, não se admirem de ver os meus filhos despenteados, sujos, imundos, porquíssimos mesmo, com mais terra, a fazer croquete na praia, a dar cambalhotas na relva, a pisarem poças e a saltar a pés juntos na lama. Que acho que se devem abraçar árvores, fazer estudos de flores, insetos, bichos e bicharocos. Que saibam distinguir um chorão de uma oliveira, uma Maria café de uma lagarta. Que as escolas deviam ser verdes e que eles pudessem meter a mão na massa e voltarem para casa mais ricos e... mais sujos.
Esta é a infância que lhes quero dar. Uma infância descalça.
Claro que, às vezes, gosto que andem arranjadinhos [difícil!!!] mas eles fazem -me lembrar que ser criança é muito mais que um laçarote na cabeça e roupa imaculada. E que se ganha muito mais alegria quando nos libertamos dessa mania triste de ser adulto.


Amo esta foto.

segunda-feira, setembro 05, 2016
Nasceu na mana mais crescida um espírito maternal que nunca antes mostrou.  Faz tudo por esta bebé e é uma pequena mãezinha. O melhor presente que lhe posso dar é deixá-la andar com a "Manalena" ao colo. E quem diria que eu lhe confio tão bem esse papel....
As outras fotos sou só eu a babar com o meu amor mais pequeno que já agarra os pés e põe na boca, que tem umas horas certas para falar e falar e que olha para os manos deliciada como a prever uma irmandade enorme e tão deliciosa.