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Spark joy!

sexta-feira, agosto 18, 2017
Este é o lema que tento seguir na arrumação da casa.
Somos 5 mais cão, o espaço não é enorme e o planeta [e a nossa mente] tem demasiadas distrações. 
Quem me segue sabe que passo a vida no #movimentodestralhar [e nunca parece suficiente].
 Agora de férias a questão da arrumação tem sido um grande drama mas estou a trabalhar para que nunca mais seja.
Mas foi com a Marie Kondo que me comecei a focar a minha direção.
Foi o meu marido que me deu a conhecer (imaginem...) e desde aí tento, tento e tento fazer disto uma lei cá em casa.
Esta japonesa é uma mágica da arrumação e foi considerada pela revista Forbes umas das 100 pessoas mais influentes no mundo.
É a fundadora do Método KonMari, que para mim foi completamente lifechanger.
Ainda estou na fase amadora, mas hei-de chegar lá. ;)
Bem, e em que consiste este método?
Ela defende [e eu acredito] que a casa e o nosso estado de espírito estão ligados e têm influência um no outro. Assim como precisamos de tratar do nosso corpo, da nossa mente e também temos de fazer o mesmo pelo ambiente em que vivemos.
Ela tem uma nova forma de dobrar* (vídeo no final), de organizar e de barrar excessos, naturalmente.
Tenho muitas coisas para contar sobre este tema e até como ensinar os nossos filhos. Acho que não cabe tudo aqui, mas vou dividir por outros posts, boa? ;)
* para mim uma das coisas mais importantes.

Então aqui vai o básico:

O que eu aprendi com o método KonMari?
“Isto traz-me alegria?”
ou como ela diz: Sparks joy?
Esta frase vai ditar todo o rumo que há a tomar em termos de organização. 
Se 100 pares de sapatos vos trouxerem alegria, tenham 100 pares de sapatos. 
Ou se com um par fazem a festa, esse é o caminho. 
Mas uma coisa é certa. Confusão e excesso não fazem bem a ninguém e, às vezes, estamos tão afogados em coisas que perdemos o que é importante. Até porque temos de estar sempre a limpar.
Com uma boa arrumação, evitamos muito tempo de limpeza. Isso é certo.
Peguem objeto por objeto (e por mais estranho que pareça)  e perguntem-se se ele vos traz (ou não) alegria. 
Feito isto vamos lá:

1. Arrumar por categorias.
Quando decidimos que este é o dia A (dia da arrumação) temos de perceber que nunca mais podemos voltar atrás. Nem queremos. Nem vamos. Porque isto é uma forma de estar na vida e não um plano para um dia. Então vamos lá, começar no número 1 e ir passando todas estas categorias até à última:
  1. Roupas (da casa, dos filhos, do marido e nossas);
  2. Livros (de todos)
  3. Papelada
  4. Itens variados como perfumes, cremes, tralha...
  5. Artigos de valor sentimental. (o mais difícil mas vamos conseguir!!!)
Começa-se do fácil para o difícil, para quando chegarmos ao último nível e o que tem mais valor para nós, já estejamos desprendidos e não nos custe tanto largar. ;)
Quanto disto não nos traz alegria???
[Hei-de chegar a este aparador mas por agora é a baby Madalena que o domina]
2. Um momento só nosso
Isto é uma missão nossa e depois contagiamos toda a gente. 
Mas por agora é nossa.  Tudo embora. 
Temos de aproveitar as ausências para ir de uma ponta à outra.
É normal que não consigamos tudo num só dia, mas se traçarmos um plano, terminamos com um último suspiro de alegria.
Isto não é só arrumar. Isto é uma nova vida. Tomarmos controlo da nossa casa.
Para isto precisamos de tempo, de vontade e de muito carinho. Sim, carinho!
Nós vamos ditar a forma de como queremos viver!
3. Ter um objetivo
Não era tão bom vivermos apenas rodeadas do que nos traz alegria?
Pois se este for o nosso objetivo lutemos por isto. 
Para que servem 5 pares de calças de ganga que não usamos há 5 anos?
Ou tudo o que temos em armários e nem sequer usamos, ou vemos, ou tem alguma utilidade?
O meu objetivo é uma casa clean, com sabor a férias. rápida de se arrumar e limpar e só com o essencial.
E o vosso?
4. Cada coisa no seu lugar
Depois de destralhar (muito) é altura de guardar. 
O principal é definir o lugar de cada coisa. Como eu digo aos meus filhos, cada coisa tem a sua casa.
Encontrem então a casa para cada coisa. Isto poupa muito tempo, trabalho e ajuda a não ter em excesso.  Segundo a Mari (para mim já é uma amiga;)), pendurar só o que fica mais feliz pendurado. ;) Ela ensina a dobrar de uma nova forma (vejam o vídeo) e surpreendentemente a coisa corre mesmo bem.  PS: não dobrem os fatos dos vossos maridos. ;)
Neste dobrar as peças ficam "em pé". Ou seja, são colocadas nas gavetas na vertical, o que poupa muito espaço e fica muito mais fácil de descobrir o que queremos e o que temos e de não desmanchar tudo o resto. Se não tiverem gavetas, caixas dentro das prateleiras resolvem o assunto.
Depois prometo mais posts mais específicos sobre como estamos a tentar fazer cá em casa. 
Um beijinho e espero que isto também mude a vossa vida como mudou a minha.

Em modo vintage.

quinta-feira, agosto 17, 2017
Estou com eles desde o fim de junho. 
Nessa altura a baby Madalena ainda ia umas horas para a escola e os mais velhos tiveram uma semana e meia de campos de férias. 
Nestes primeiros 15 dias, temos andado pela zona a gozar a casinha já que este é o nosso primeiro verão nela. E como vivemos num sítio que sabe a férias há sempre alguma coisa para fazer. E quando não há, normalmente a culpa é do vento ou da sesta da mana que se atrasou, ficamos por casa. 
Ainda tenho coisas das mudanças para pôr em ordem acreditam?
E continuo a eterna missão de destralhar.
No meio de tudo isto, já inventei mil coisas para os entretermos e fugir à televisão compulsiva. 
Jogos são sempre aquela boa opção para toda a família. 
Desta vez foi o Monopólio que todos adoramos. 
A girl ajuda-me muito com a Madalena, que como podem perceber pelas fotos, é a rainha desta casa.
Enquanto eu tirava estas fotos [e aproveitava um momento de rara tranquilidade] lá lhes sacou o meu sumo. Faz tudo o que quer deles, esta bebé.
[Para quem vai perguntar, normalmente os meus filhos bebem água. 
Mas pedem-me sumo. Como todas as crianças.
Porque quero que sejam miúdos normais, Sunquick é umas das coisas que tenho em casa para os momentos de festa e de amigos cá em casa. 
Primeiro porque não tem gás, nem adição de corantes ou conservantes (não fazia ideia disto) e uma embalagem de concentrado Sunquick dá para 10 garrafas de sumo. 
Ou seja, é super económico. 
E achei uma boa alternativa para momentos diferentes.]
Para além de me levar até à minha infância e a recordações muito boas.
Tal como o Monopólio.
Ou seja, este é um post em modo vintage que adorei eternizar. 









Too cool for summer!

quarta-feira, agosto 16, 2017
Ainda não estou pronta para encerrar o verão. E dou por mim a namorar coisas da estação. Estou a contar muuuuuuito com a última quinzena  (mais ajudas) e um caloraço [de vez!] para o verdadeiro sabor a férias.
Quem está no mesmo barco?  
Espero que gostem desta seleção para tribos giras e queimadinhas.

Enquadrar [por nós]

quarta-feira, agosto 16, 2017

Eu sabia que vir para casa e tentar a minha sorte não iria ser tudo um sonho.
Estava ciente que "tentar" trabalhar em casa não iria ser fácil todos os dias.
Que o meu tempo iria dissipar-se em partes menores e que ser mãe iria sobrepor-se a caprichos, desejos e necessidades [às vezes mínimas] minhas.
As férias iriam ser os tempos mais intensos, os fins de semana colariam com os 5 outros, a casa seria escritório, os dias seriam [à mesma] curtos.
Os dias e horas de descanso iriam ser consumidos por mil afazeres de última hora.
Eu sabia que tinha de dividir bem o ser mulher, mãe, dona de casa, profissional.
Que tinha de dividir os ralhetes que dou por todos estas partes acima e não os deixar em looping.
Eu sabia que as tarefas se iriam misturar.
Que as noites poderiam não ser de descanso e que os dias não seriam com certeza.
Que a pressão de não ter certinho ao final do mês podia ser stressante.
Eu sabia que os meus objetivos demorariam a ser alcançados.
Que nem sempre me iria conseguir enquadrar no jogo entre obrigações e vontades.
Que me tinha de obrigar a sair da fotografia para me olhar, sozinha, sem tudo o que me puxa, me afasta ou sufoca.
Eu sabia que teria de estar sempre a alinhar o foco, a respirar e a continuar.
Sempre a lutar pelo que sonhei que é, no fundo, a felicidade. 
Mesmo nos dias menos fáceis sei que mesmo assim, agora, tenho a melhor vida.



Obrigada Bodyconcept pelas [únicas] duas horinhas semanais de sonho só para mim onde há silêncio e me enquadro outra vez.
Vestido Vintage bazaar
Boy e baby Madalena H&M
Girl Zippy



Os meus filhos não são perfeitos.

quarta-feira, agosto 16, 2017
Não são. Adoro-os daqui até ao infinito mas não são.
A Maria é muitas vezes embirrenta e chateia o irmão até ao tutano. 
Fala muitas vezes em comprar, disfarça nas arrumações, é teimosa...
O Duarte gira à volta dele próprio, faz umas birras descomunais e quer ter mais do que precisa.
Não são miúdos calmos, argumentam muito e, às vezes, até chegam a ser mal educados comigo quando contrariados.
Não param e não se calam um segundo. Menos quando estão viciados em qualquer aparelho. [Este para mim é  defeito do momento.]
Os meus filhos mais velhos (a baby Madalena ainda é pequena para eu falar da sua personalidade) não são perfeitos mas têm coisas maravilhosas.
São amigos, generosos, super sociáveis e dão boas gargalhadas.
Gostam de ajudar e conversam com toda a gente com o mesmo entusiasmo, tenha 2 anos ou 100.
Sabem ouvir e pedir desculpa quando percebem que passaram o limite.
E quando é para juntar a tribo nada os trava.
O que mais me tem comovido como mãe destes dois seres é que não são indiferentes para ninguém. 
Por onde passam, fazem amigos e deixam memórias. Em qualquer idade.
 Vou guardar estas mensagens no coração (e aqui) das professoras que deixaram este ano.
Espero não ser abusiva a esparramar estes elogios.
Não lhes pedi e, por isso, valem tanto. Foram mesmo trocas de emails, comentários aqui no blog e as saudades que falaram mais alto.
Obrigada por acharem os meus filhos perfeitos, nas suas imperfeições.
E por terem sido um bocadinho de mim quando os tiveram convosco.
É, sem dúvida, o melhor presente que posso ter como mãe.
Saber que são miúdos felizes, bons e bem formados.
Espero que eles um dia eles leiam isto e se mantenham sempre assim: inesquecíveis pelos melhores motivos. 

[...] Hoje sonhei com eles...que nos estávamos a despedir, e deu uma saudade. Vou sentir falta destes dois miúdos felizes, da gargalhada espontânea da Maria e do sentido de humor tão característico do Duarte! Beijinho grande e que sejam muito felizes nesta nova vida e nova escola. [Professora Vera]

[...] Também tenho muita pena que a Maria saia da turma...já me habituei à infindável conversa dela e quando estamos só as duas até me divirto com as aventuras que conta...tem uma personalidade mágica, uma imaginação sem fim e um coração gigante...vai deixar muitas saudades... [Professora Sofia]

Belo retrato.... adoro e nunca esquecerei a eloquência e grandeza de coração do Duarte: os valores. [Professora Amélia]