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Natal consciente. À mesa também!

terça-feira, novembro 20, 2018
Foto Mariana Sabido
Para este Natal estou a ter muito cuidado com os presentes que compro. Aliás, acho que esta mudança veio para ficar e agora há um sino que toca cada vez que faço uma escolha errada.
Cuidado é a palavra certa. Penso na pessoa, no material, no sentimento, no ambiente, etc...
Por causa da Tribo, tenho o privilégio de conhecer imensos artesãos talentosos e isso leva a que me lembre sempre de uma peça especial para alguém especial. 
Se já cheguei aqui em relação aos presentes, pensei que também tenho de fazer compras saudáveis e amigas do planeta na consoada e outros dias de festa.
Com a loucura que se come de bacalhau nesta quadra quis escolher uma opção que respeite todas as obrigações para se manter a espécie. Aprendi isto no LIDL, não fazia ideia, e agora sei que devo sempre procurar o símbolo MSC, que significa que tem origem em pesca sustentável certificada. 
Ou seja é aquela cujas práticas podem ser mantidas sem que isso faça reduzir a capacidade das espécies alvo de manter níveis de população saudáveis e sem impactos negativos no ecossistema.
Sei que mais gente vai ficar feliz com esta informação porque estamos na era de nos preocuparmos com o que deixamos aos nossos filhos e apagar os erros do passado.
Sugiro também escolherem os produtos deluxe, são sempre um certificado de boa qualidade. Costumo comprar o bolo rei (para o meu marido), rainha (para nós), pão de ló... Como tenho pouco tempo para cozinhar e o nosso Natal é uma correria é sempre uma ótima solução para levar (e se sobrar, trazer de volta;))
Também há outras coisas que adoro nesta gama como flor de sal, queijos e patê, as vieiras, o anel de camarões, tempura de camarões, as pizzas, o cheesecake de Limão...
Deixo-vos uma receita que gostei muito do LIDL e que pode fazer um Natal diferente aí em casa.
Bacalhau lascado com legumes e puré de grão

Tempo de preparação: 80 Min.

1 - Depois de descongelado, passe o bacalhau por água limpa, coloque-o dentro de um tacho coberto com água fria e leve ao lume. Quando começar a ferver, desligue e deixe o bacalhau arrefecer dentro da água.
2 - Descasque a cebola, os alhos e as cenouras. Limpe o alho francês, corte-o em rodelas finas, lave-o e deixe escorrer. Rale as cenouras.
3 - Leve ao lume uma frigideira com uma colher de sopa de azeite. Quando o azeite estiver quente, junte os espinafres e deixe-os cozinhar até perderem o volume, mexendo de vez em quando. Escorra o líquido e reserve.
4 - Leve de novo a frigideira ao lume com quatro colheres de azeite. Junte o alho francês e deixe cozinhar durante cinco minutos. Acrescente a cenoura, misture e deixe cozinhar durante mais cinco minutos, mexendo de vez em quando. Tempere com sal e pimenta, um pouco de salsa picada, retire do lume e adicione aos espinafres.
5 - Reduza o grão a puré com a ajuda de um passe-vite. Pique a cebola finamente, deite-a para um tacho com cinco colheres de azeite e deixe cozinhar até a cebola ficar macia. Adicione o puré de grão. Misture, tempere com sal e pimenta e mexa bem. Desligue o lume, mas mantenha o puré quente.
6 - Escorra o bacalhau e guarde a água. Limpe-o de peles e espinhas e lasque-o.
7 - Numa frigideira, junte o resto do azeite e os alhos picados e leve ao lume a aquecer. Acrescente o bacalhau e o pimentão e envolva com cuidado.
8 - Sirva o bacalhau sobre uma cama de puré de grão e legumes e decore com ovo e salsa picados.

Sugestão do Chef: Se preferir o puré mais fino, junte um pouco da água de cozer o bacalhau. Aproveite a parte menos nobre do alho francês, corte-a em tiras finas e frite-as em óleo quente até ficarem crocantes. Espalhe sobre o bacalhau antes de servir.


Uma casa longe de casa.

segunda-feira, novembro 19, 2018
Eu já conheci a maravilhosa casa de Barcelona e fiquei fã desta causa e da campanha solidária a ela associada que tem como objetivo angariar fundos para os projetos da Fundação Infantil Ronald McDonald - as Casas Ronald McDonald e o Espaço Infantil Ronald McDonald - e ajudar várias famílias a estarem próximas das suas crianças. 
Estes espaços são “casas longe de casa”, que acolhem, gratuitamente, os familiares que precisam de se deslocar das suas residências para poderem estar perto das crianças que precisam de tratamento hospitalar. Vive-se lá o ambiente como se estivessem em sua casa, ou o mais próximo disso. Eu amei, mesmo.           
Nós podemos contribuir com a compra de um McMenu, para que o máximo de famílias consiga estar perto dos seus.  
Marquem já na vossa agenda que este fim-de-semana têm de ir à McDonald’s. 
De sexta-feira a domingo, 0.25 cêntimos de cada McMenu vendido serão revertidos para a Fundação Infantil Ronald McDonald.
Trata-se da 17ª edição da campanha McSorriso da McDonald's para apoiar a Fundação.    


Comprei casa à pressa...

segunda-feira, novembro 19, 2018
Comprei casa há pouco tempo [brinca, brincando, acho que já há dois anos] e foi, basicamente, um milagre que nos aconteceu. 
Não tive tempo para negociar nada, para falar de nada, para impôr nada... 
Foi arrancar para escritura o mais rápido possível. 
Vivíamos na minha casa de solteira. Era só eu e um espaço ótimo só para mim. 
Casei, tive a primeira filha, o segundo, entra o cão e depois a Madalena. A minha casa espaçosa para um, ficou minúscula para 6. Estava na hora de levantarmos amarras. Tivemos uma sorte incrível porque encontrámos uma no sítio onde sempre desejámos viver (e sempre achámos que seria impossível). 
Afinal, os milagres acontecem. E mais...
Depois de estarmos, sem pressas, com a casa antiga à venda há séculos, conseguimos vendê-la no dia em que fizemos a escritura da nova. Nem estava a acreditar quando recebi esse telefonema. 
A nova não é gigante e as manas dormem juntas, mas tem um ambiente ótimo, é numa aldeia maravilhosa e a luz é especial. É suficiente para os 6, mas obriga-nos a muito destralhe. Adoramos estar aqui e somos a prova viva de que realmente, quem muda, Deus ajuda. 
Mas foi tudo um bocado à pressa e acabámos por aceitar todas as condições que nos propunham porque tínhamos medo de perder esta oportunidade. Queremos agora negociar o spread e deparei-me  com esta campanha que achei que mais gente poderia não saber que se pode pedir uma nova avaliação, grátis, e poupar no IMI.
A DECO PROTESTE criou este simulador e, por isso, é fácil sabermos se estamos a pagar o valor justo ou se se está muito acima do que é certo.
Só vos digo que percebi que estava a pagar muito mais. Vão lá tirar as vossas teimas. 
É só ir a este  link, pôr as infos na caderneta predial, que pode ser obtida no portal das finanças e recebem um email com a vossa simulação. 
Beijinhos



A Tribo 3 está nas bancas com o tema Resiliência.

sexta-feira, novembro 16, 2018


Voltar a falhar melhor

Como o barro se molda e volta a renascer também a vida das pessoas se pode recriar e reinventar até ao último momento. Talvez não haja melhor exemplo de desmanchar para reerguer do que o barro. De perder a forma, para se construir mais forte e bonito que antes. De fazer e voltar a fazer.

Resistir ao pior que pode acontecer, ver a luz no túnel escuro e perceber que se céu não fosse preto não se viam as estrelas, fez-nos dedicar esta edição a estas tribos, das mais valentes que por aí andam. Porque nem só de slowliving se faz a vida, como falámos na primeira edição, e nem tudo dela tem sal, como mostrámos na segunda. 

“Resiliência” não foi um número leve de fazer acontecer. Muitas vezes chorámos aqui com quem connosco partilhou as dores, as perdas, as recaídas, as lutas. Mas também sorrimos. Cada história que aqui contamos, foi escolhida a dedo, graças ao intérprete que a viveu. Inspirações que queremos que alcancem os olhos de quem nos lê porque, na nossa existência, nem isso é garantido, como vão perceber pela Mariana, com quem fiquei, confesso-vos aqui, com uma relação especial para todo o sempre. Aliás, cada caso que aqui trazemos ficou-nos eternamente guardado no coração. Um elo que só acontece quando os adjetivos são duros demais e os sujeitos uma lição. 

Este tema tomou conta das páginas e até da minha vida. Nada de grave é certo, quem sou eu para me queixar depois de tudo isto?! Mas também percebi que, além da maior tragédia, o dia a dia mais comum, a rotina mais banal, também podem ser um desafio. 

Tinha fechado o computador. Acabava de escrever a reportagem da Stefanie que perdeu a casa e todos os seus pertences num incêndio em Covas, quando a minha aldeia se viu paredes meias com um fogo enorme. E senti um bocadinho do medo do que é estar de frente com monstro assim. Mas também percebi que o importante são os meus e do fácil que é, perante isto, pegar neles e sair de mãos a abanar. 

As férias dos meus filhos entrelaçaram-se nestes capítulos e duvidei algumas vezes da minha capacidade de me superar. Como exercício, punha no prato da balança as experiências que aqui contamos e os meus problemas acabavam por se tornar um monte de nadas, sem importância. Há sempre uma história pior que a nossa, aprendi. Não que nos sirva de consolo mas ensina-nos a agradecer.

Uma das mães que entrevistámos, cuja filha tem trissomia 21, foi um abrir de olhos para mim, quando me sentia exausta por conciliar família e trabalho numa edição só. Em dado momento conta-nos que sempre fez questão de que a filha só fosse a sítios de que gosta e que a deixam feliz. Não deveria ser assim sempre?!

E assim fomos visitar duas escolas, Montesorri e Waldorf, de duas mães que, antes de as abrirem ao público, as criaram para fazer felizes os seus filhos.

Para finalizar, gostava tanto que esta revista tivesse som para vos mostrar a jornada pela qual passaram a Safira, e a família, a menina que há oito anos fez notícia, por uma ordem do tribunal que a ia retirar aos pais para que fizesse quimioterapia, contra vontade. É que ela tocou-nos, ao piano, uma composição feita por Gabriel que nos parecia mesmo, mesmo, que soava a essa viagem. A revista não tem som mas vamos deixar o momento no nosso Instragram para que possam sentir que é possível dar a volta a tudo nesta vida, basta estarmos vivos.

Beijinhos para a vossa tribo


Rita

Sigam no instagram @tribomag
Para adquirirem as edições anteriores tribomag@mediacamp.pt



O privilégio de os poder levar em trabalho

sexta-feira, novembro 16, 2018
Desta vez foi um mix trabalho e lazer. Na verdade, hoje em dia, apesar de ser muito, estes dois conceitos (casa e deveres) andam, finalmente, misturados e confundidos. Com tudo o que isso tem de bom e de mau. Obviamente não é tudo perfeito, mas há momentos que estão mesmo lá perto.
Estivemos no Martinhal Sagres este ano pela segunda vez. Tínhamos ido no verão e eles já fazem tanta diferença.
Foi um enorme privilégio.
Desta vez ainda mais especial porque fomos para a 7ª edição do Luxury, Art and Design Weekend, a convite do Apartamento, conhecer marcas de sonho. 
Os miúdos amaram porque este hotel é feito para eles e para facilitar a vida das famílias.
Foi um sonho.
Também levei a Tribo que fez o maior sucesso.
Aqui ficam umas fotos nossas e da nossa alegria em podermos estar atentos e agarrados uns aos outros.