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Reduzir o stress familiar em 90%

terça-feira, julho 25, 2017
Este era o meu objetivo. 
Para o próximo ano letivo a minha vida estava projetada para ser de sonho.
Trabalhar a partir de casa, miúdos mais velhos a 2 minutos a pé ou a 1 de bicicleta da escola, bebé a 5 de carro.
Viver numa aldeia ajuda-nos a querer viver devagar, a tentar abrandar o tempo e a despojar-nos de tanto que não interessa.
O meu carro iria ficar estacionado, dias e dias seguidos, ia poupar brutalidades em gasolina e portagens, em tempo, em stress... O cão ía mais cedo com a mana mais velha, que já iria sozinha, e ficaria à espera que eu chegasse com o mais novo, preso no poste à porta da escola. Depois voltava com ele na calma e talvez ainda desse um passeio até ao Guincho.
Antes de os levar já tinha passado no café da aldeia e dito bom dia aos meus vizinhos.
Mas, afinal ficou tudo por terra...
E a minha vida pode até piorar em relação ao ano passado, que saíam todos a horas diferentes.
E o stress familiar aumentar afinal 90%.
É que a Maria não entrou nesta escola e, assim, vou ter três filhos em três escolas diferentes.
É um triângulo de esforço, de custos e de muita paciência. E é sobretudo a queda dos meus planos para uma nova forma de estar.
Sei que até setembro há esperanças numa desistência na escola, coisa rara porque é para o 3º ano e é a meio do ciclo.
Mas enfim, pode acontecer...
Vou esperar para viver mais devagar. Mesmo que não seja já, há-de acontecer.
Agora falta-me contar à girl que o mano entrou e ela não. E ela era quem mais sonhava com este viver devagar.



Carta às feridas dos meus filhos.

terça-feira, julho 25, 2017
Queridas feridas. Obrigada. 
Por vocês seremos mais fortes, mais destemidos, mais felizes, mais resistentes.
Por vocês, aprendemos que podemos cair, mas que nos conseguimos levantar. Que temos de nos levantar.
Que hoje dói e amanhã passa. Que tem de passar.
Que há chuva e depois sol. 
Que atrás de um baixo, vem um alto e da tempestade, a bonança. 
Que há feridas maiores que as nossas, mais fundas, mais amargas. Que há dores tão mais difíceis.
Queridas feridas que nos marcaram cada brincadeira, cada hora vaga, cada fantasia, cada sorriso e cada invenção. Cada aventura. Cada má escolha, cada distração, cada ato de coragem mal medido. E até cada desobediência. Cada segredo mal contado.
Que nos recordam a infância feliz de trepar, de saltar, de correr, de derrapar.
Que nos lembram festas e amigos, árvores e bicicletas.
O tempo que não tinha pressa.
O esfolar, de deitar sangue, até. Mas, acima de tudo, que nos lembra o curar, o tratar.
Que nos lembra o carinho que nos amparou, que nos formou, nos encorajou e nos mandou sacudir a tristeza.
Que nos trouxe ao colo, que nos envolveu num abraço, que nos consolou num beijinho e nos enxugou cada lágrima. Que nos acalmou e nos lembrou que isto, afinal, não era nada.
Que apagou cada má lembrança e que nos reservou a melhor memória que se pode ter: a infância.
*Post escrito e fotografado para Fucidine sobre feridas.
E, depois de muito pensar, acabei a gostar delas.
Das da minha infância, das das pernas dos meus filhos.
De cada marquinha de brincadeira que a infância nos deixa.
Usamos mesmo Fucidine para tratar das nossas feridas.
É pequeno, fácil de levar para todo o lado (já que somos uma família que lhe dá grande uso) e dá para variados tipos de problemas de pele como feridas sem crosta, pelos encravados, acne infetado, abcessos, furúnculos. 
Deve ser aplicado em camadas finas, 2 a 3 vezes por dia, durante 8 dias, no mínimo.
Um SOS que levo sempre comigo para que os meus filhos possam fazer tudo o devem fazer nesta fase mágica.

Summer party!

terça-feira, julho 25, 2017
O que fazem um gelado, uma lagosta, dois tubarões e um cavalo marinho?
Fazem uma sessão brutal e de rir à gargalhada.
Porque as festas de anos dos meus filhos são sempre em tempo de chuva, resolvemos comemorar alguma coisa de verão.  Não se tem de alugar espaços e o mood é perfeito. 
Ainda alegrámos a manhã de muita gente que se cruzou connosco. E ensinei os meus filhos a não se levarem demasiado a sério e a rirem-se deles próprios.
Encontrámos fatos maravilhosos e de chorar a rir na Funidelia, que tem um mundo de escolhas para todos os gostos, idades e temas.  Vale a pena espreitarem. E a entrega é top.
Vamos, definitivamente, implementar as festas de verão na nossa família. 
A cereja no topo do bolo foi ver estas fotos maravilhosas do Pau Storch que arrasou mesmo! isto parece uma sessão à blogger estrangeira.
Espreitem lá a nossa figura! ;)










A umas horas do paraíso ou do inferno.

segunda-feira, julho 24, 2017
Eu bem sei que isto é o pão nosso de cada dia, mas então é assim.
Eu disse-vos que cá em casa ia tudo mudar de escola certo?
Bebé numa e manos mais velhos noutra.
Ora que da bebé está tratado. E sexta soube que o Duarte entrou na que eu queria, ao lado de casa.
Passei o fim de semana em nervos porque como a Maria vai para o terceiro ano é uma transferência e, por isso, ainda não sei se entrou nesta escola... Sei que é mais difícil por ser a meio do ciclo.
O Duarte tinha boas probabilidades porque o retive no pré escolar o ano passado e este já é dos mais velhos a ir para o primeiro ano.
Ou seja, estou a pouco tempo de saber se a minha vida virou um paraíso ou um inferno com 3 filhos em 3 escolas diferentes.
Wish me luck!!!!!!!!

Os dias-da-mãe-que-eu-não-quero-ser.

sábado, julho 22, 2017
Quando me acontecem os dias-da-mãe-que-eu-não-quero-ser eu sei bem porque é. 
Normalmente, estou cansada, preocupada, ou estou com coisas a mais entre mãos ou na cabeça. 
Nesses dias é difícil ter controlo sobre todas as coisas. Sobre todas as emoções. Sobre todos os filhos. Sobre todas as tarefas. E parece que tudo se vira de pantanas.
Os mais velhos pegam-se mais, há (muito) mais asneiras, até a casa parece desarrumar-se mais depressa.
Eu podia ter 3 filhos calmos, podia. Ou dois. Ou até um. (Podia, mas não era a mesma coisa.) 
Quando dou por mim estou a ralhar há uma hora e meia sem parar, a repetir um discurso sem fim e, acima de tudo, sem audiência. 
Os dias-da-mãe-que-eu-não-quero-ser fazem parte de ser mãe mas não os devo aceitar. São os dias que acabam com um remorso qualquer porque inevitavelmente fui injusta ou falei demais.
E depois tenho insónias como esta. 
Porque os massacrei com o que devia ter sido e esse momento já era. 
Porque não dei a volta ao ambiente e porque me portei bem pior que eles.
E ensinei alguma coisa? Não! Devem estar os três a pensar: quando tiver filhos NUNCA vou ter dias-dos-pais-que-não-queremos-ser. (Sim, sim, fiem-se na virgem e não corram...)
Filhinhos do meu coração. Eu já fui essa que dizia que nunca iria dizer Não aos meus filhos e agora um Não até é do melhorzinho que faço por vocês.
A Baby Madalena estava com febre e não me largou o colo. Para além de acompanhar com uma sonoridade de endoidecer e qualquer ameaça de a pôr no chão os gritos eram mais que muitos.
A Maria vai acampar com as guias. Já é o quinto acampamento que faz e a mochila foi sempre preparada na véspera. Erro!
O Duarte não ouve uma palavra que lhe digo e só quando eu entro em modo a-mãe-que-eu-não-quero-ser é que percebe que da-mãe-que-eu-não-quero-ser já perdeu o tino. Too late!
Os dias-da-mãe-que-eu-não-quero-ser não vão acabar, eu sei. Mas podem melhorar. Até porque eu não me aguento nesses dias.


Antídoto contra dias-da-mãe-que-eu-não-quero-ser:
1. Respira (Mas respira mesmo. Fecha-te algures (ok no WC) e respira. Sai quando estiveres tonta de prazer (ou existir perigo de vida lá fora) e pronta a começar tudo de novo.
2 . Cala-te! Cala-te! Cala-te! Não entres naquele ralhar sem fim que já nem tu te consegues ouvir. Vai ver-te ao espelho (vai!) e percebe que estás ridícula. (Olha, não te está a aparecer aí uma verruga na ponta do nariz?!)
3. Vai apanhar ar. Sai, troca, passa ao outro e não ao mesmo. Rebenta a bolha. Grita a pedir ajuda. Diz a alguém que os teus filhos correm o risco de ficar surdos ou traumatizados para toda a vida.
4. "Floribela" o teu discurso (mais tarde) e encurta-o. Mas encurta mesmo. Já que não te podes calar. 
5. Não digas nada que te faça arrepender. Tipo ... nada. Não digas, nem escrevas. Nem corras o risco dos teus filhos te dizerem uma boa verdade, porque aí o teu papel pode ser posto em causa e teres de enfiar a viola no saco.
6. Não acuses, não ameaces que isto não é nenhuma série de direito da Fox Live. 
7. Abraça o Marcelo que há em ti. Muda lá esse mood e troca por beijos e abraços. 
8. Em vez de separares águas, mergulha. Isto está a acontecer porque estás a nadar sozinha. Ora tenta lá fazer natação sincronizada a ver se a dança não é outra...
9. Organiza-te. Abraça também as to do list e deixa para amanhã o que não podes fazer hoje.
10. Caga no multitasking. Essa cena acaba sempre com um prato partido, o telefone na retrete ou o verniz das unhas todo lixado porque não secou até ao fim.
(Dedicado ao meu dia de ontem que teve uma boa parte da-mãe-que-eu-não-quero-ser.)