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Digam lá o que mais odeiam fazer em casa...

sexta-feira, agosto 19, 2016
Há sempre aquelas coisinhas que nos enervam na lide doméstica. Cada mãe tem a sua, mas acho que ganham sempre o passar a ferro e limpar a casa de banho. Ou não?
Cá para mim, há três coisinhas que me passava a outro com facilidade:
-  Dobrar roupa, com especial ênfase no puzzle de meias desfazadas (haverá alguma explicação para o desaparecimento de meias nesta vida???)
- Gerir os restinhos, sobras e tudo o que se vai estragar em tupperwares do frigorífico. (hate!!!)
- Tirar a loiça da máquina (o meu marido fofinho sempre que pode liberta-me deste ódio de estimação)
Tudo o resto não me custa. E a vocês?
Ou queriam mesmo era estar nas Maldivas de cocktail na mão, sol do caraças e pernocas estendidas?!







Baby led weaning

domingo, agosto 14, 2016
Com algum esforço [refiro-me ao monetário], vou conseguir ficar em casa com ela até um pouco depois dos 7 meses. Iria regressar mais cedo mas consegui pôr tudo o que tinha de férias e folgas em atraso. Isto porque queria muito amamentar em exclusivo até aos 6 meses e fazer a transição para os sólidos devagar. Ao seu ritmo. Voltar aos 4 ou 5 meses deita tudo isto por terra. [Há qualquer coisa aqui nestes timmings que não bate certo, mas isso dava para outro post ;)]
Apesar de não ter praticado com os meus outros filhos, sou uma apaixonada pelo Baby led weaning há muito tempo, ou seja, "desmame conduzido pelo bebé". 
Trocado por miúdos, lentamente o bebé vai escolhendo trocar a maminha por alimentos, ao seu ritmo. Vai também ganhar gosto pela comida, descobrir sabores, trabalhar a motricidade fina e movimentos e ganhar autonomia.
Muito basicamente, o BLW é um método de introdução alimentar na forma de sólidos e não em sopas e papinhas. Ou seja, em vez de tudo moidinho, dão-se alguns alimentos específicos (fruta e legumes no início) aos bocados (grandes) de forma a que o bebé os consiga agarrar para lamber, saborear e comer o que e o quanto quiser. 
muitas regras, claro, mas os pediatras amigos do BLW defendem que desta forma até se reduz o risco de se engasgarem [o que mais assusta as mães nesta técnica] porque desenvolvem esse reflexo que têm e aprendem a evitar o engasgo.
A amamentação continua a ser a base e o cantinho para ele voltar se não estiver saciado, com fome ou sede. 
Estou ainda a estudar tudo isto, a ver como encaixo tudo quando não estiver com ela.
Claro que isto é mais fácil para quem está em casa com eles até mais tarde, mas com calma vou tentar este método e falar na escola sobre a possibilidade de o manterem lá. 
Falem com o vosso pediatra sobre tudo isto. Não façam nada sem estarem muito bem informadas. Eu estou nesse caminho ainda e vou partilhando por aqui as minhas decisões, talvez até com vídeos.
Mas, à partida, faz-me muito sentido. Só não sei se o vou conseguir fazer a 100% quando não sou eu a dar. Mas vamos ver.

Assim de regras básicas já aprendi que:
  • Alimentos duros como a cenoura, a maçã e a batata por exemplo têm de ser cozinhados [Nem podem ficar muito duros nem a desfazerem-se]
  • Bróculos e couve flor são ótimos alimentos para começar
  • Os bocados têm de ser grandes e finos por exemplo um quarto da maçã (sem casca)
  • O bebé se não consegue agarrar é porque não deve comer (a natureza está bem feita)
  • A família, irmãos, pais, devem tentar comer à mesa com o bebé porque ele imita o que vê 
  • Mais à frente, quando chegar por exemplo às uvas devem ser às metades, sem casca e sem caroços
  • Não se deve pôr no prato mas diretamente no tabuleiro da cadeira para evitar excesso de informação
  • É importante que se mantenha a amamentação até aos 6 meses e não se tenha dado, nem se dê, água com biberão normal. (Há uns que já imitam a maminha da mãe e eles têm de fazer o mesmo esforço como se estivessem a mamar).
Aqui vai um vídeo para verem tão giro:
http://youtu.be/JCQeAtLM7EE
Têm coisas para me contar sobre o BLW?
P.S. Acho que a minha baby [que fez hoje 4 meses] vai amar petiscar. Cheira-me, não sei porquê;))
Beijoooo

O meu próximo post e aventura.

sábado, agosto 13, 2016

4 meses

sábado, agosto 13, 2016
4 meses desta santinha que caiu cá em casa. Já palra muito, fica horas numa conversa que não sabemos bem se está bem ou se se está a queixar, não gosta de estar sozinha e chora a rir, principalmente com o mano.
Está neste momento num surto de crescimento e por isso não larga a mãe. Segue-a com os olhos como se visse uma bandeja a fugir. Está ótima só com maminha e vai continuar por aqui em exclusivo até aos 6 meses.
Continua com o seu refluxo o que ajuda muito a criar este mimo de colo. Não ama estar deitada, mas gosta muito de estar sentada.
Já tenta carregar nas teclas do computador da mãe, agarra coisas e só se ri para estranhos se a mãe disse que é amigo. ;)
Adoro-a tanto que já pensei congelá-la. (Calma estou semi a brincar. Nos tempos de hoje é melhor não arriscar com estas piadas. )

O teu filho não é um frasco.

quarta-feira, agosto 10, 2016
Temos a mania de rotular tudo. Esta é a verdade. 
Rotulamos a vizinha, a amiga da amiga, a que vem na revista, aquele que largou a mulher, a mulher que foi largada, a por quem foi largada. Rotulamos os nossos e os outros. Quem conhecemos, quem desconhecemos. Rotulamos pela frente e pelas costas. Às claras e às escuras. Rotulamos certo e errado. Injustamente e vá, também às vezes justamente. Mas quando chega a crianças temos de travar este hábito e pensar verdadeiramente no caso.
Isto aconteceu-me quando um dia deixei de dizer que o meu filho era uma peste (e até o dizia até de forma orgulhosa).
Em primeiro lugar, as crianças não são ainda. As crianças podem até ser num momento, mas não o são por inteiro. As crianças estão à procura do que são. 
E depois porque o rótulo se não for positivo, não deve existir. E mesmo os positivos há que ter cuidado porque os podem dotar de uma dose extra de perfeição e se nalgum momento não o forem vão ficar tristes e frustrados com eles próprios e ganhar uma sensação de falhanço. Podemos sempre elogiar um feito. Não um feitio.
Tomei consciência disto, e tomo ainda todos os dias, e agora fico logo alerta quando ouço algumas frases. 
- O meu filho é preguiçoso, a minha filha é insegura, ele não sabe fazer nada, é ciumento, invejoso, etc, etc, etc.
É que mesmo que o seu filho não seja tudo isto... vai passar a ser.
Deixemos de dizer que ela é tímida, que ele é fera, que são insuportáveis, envergonhados, desarrumados, pachorrentos, lentos e outras beliscadelas no espírito dos nossos filhos.
As crianças não têm ainda a sua personalidade formada por completo. E são esponjas. Tudo o que lhe disser agora ele vai tomar como seu. Ele, que ainda não se conhece bem, vai definir-se pelo que ouve de si. Se alguém diz que ele é mau então deve ser mesmo e vai agir como tal. Ele vai acreditar que é mau porque a mãe diz. 
Troque elogios e rótulos ao modo de ser do seu filho por tentativa de cooperação. 
Se ele disse uma mentira, não significa que ele seja mentiroso. Mas pode aproveitar para dizer que não é certo mentir, e que você adora que digam a verdade. Ser teimoso por exemplo é uma característica maravilhosa no futuro. Vai lutar pelo que acredita. Isso não é ótimo?!
As crianças são muitas vezes criticadas por comportamentos que, mais tarde, serão super apreciados, mas por serem pequenos são logo conotados como negativos, ou falta de educação, ou de uma palmada na hora certa.  E porque é que as crianças são obrigadas a ser preto ou branco, quando os adultos vivem tantas vezes no cinzento??
Pode tentar modificar a ação, mas nunca lhe digam que ele é, porque ele ainda está só a tentar ser.
[Estas coisas que aprendi e que tento trazer para a minha vida estão todas aqui.]