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Assunto sério + true story!

sexta-feira, julho 13, 2012

Como qualquer mãe tento ter os meus em segurança.


Já conheci mães mais descontraídas, outras menos...


Sou a torrada do meio.


Deixo-os livres mas debaixo de olho. Sempre!


No outro dia, íamos à pediatra.


Tirei a girl do carro que estava do lado da estrada.


Vim para o passeio tirar o boy,


com ela colada a mim.


 - Nota: Ela é a miúda mais certinha na rua,


 dá a mão, tem medo dos carros, obedece sempre! -


 Não ía levar carrinho para ele


 porque a pediatra tem escadas


e era já ali ao lado.


Quando o tinha a ele nos braços,


ela lembra-se que deixou não sei o quê no carro,


sai disparada, a correr, entre o meu carro e outro estacionados,


comigo - imobilizada com ele ao colo -


aos berros,


aos quais se juntaram os de outra senhora


que estava a a acompanhar tudo.


Por um estranho milagre,


uma estrela do céu, uma qualquer coisa inexplicável,


a girl parou...


um segundo antes de um carro


passar a centímetros (1, 2?!) dela.


O mundo parou!


Naquele tempo, eu vi tudo.


Vi-a deitada no chão, eu a chorar agarrada a ela.


Vi o meu mundo acabar!


Naquele segundo. morri.


O pior, e que até agora não me sai da cabeça,


é que é uma coisa natural que faz parte


do meu dia-a-dia e rotina


e da de quase todas as mães.


Tirar o mais velho,


mais calmo, mais consciente,


e só depois tirar o mais novo,


sem nenhuma noção do perigo e


no qual ainda não dá mesmo para confiar.


Ainda hoje me custa recordar este momento.


E, por isso, quis partilhar este aviso da PSP convosco,


exactamente, como poderia ter acontecido


na minha família


e que tornava este


post mais difícil do mundo,


talvez mesmo impossível de ser escrito.


 


«O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP registou, só no mês de Junho, 3 vezes mais atropelamentos a crianças, comparativamente aos restantes meses do presente ano, na cidade de Lisboa. Este número é referente sobretudo a crianças com idade inferior a 6 anos, nesta fase em que o ano letivo já terminou. A maioria dos atropelamentos ocorre fora da passadeira, entre as 13h e as 19h30, e em locais onde se encontram viaturas estacionadas, surgindo as crianças de forma inesperada por entre esses veículos. Estes atos fazem com que os condutores tenham pouco tempo e espaço para efetuarem uma manobra evasiva a fim de evitar o atropelamento. Porque a segurança das crianças é uma preocupação de todos, solicitamos que se juntem à PSP na divulgação deste alerta! Brincar nas férias SIM, mas longe das estradas!»


13 comentários:

  1. As nossas cabeças parvas pensam sempre no pior... E depois ficamos dias a martelar a cabeça com esses pensamentos!

    A Gigi também costuma ser calminha, mas tenho o hábito de tirar sempre o Vicente primeiro e por no fim. Se for para o meter no carrinho, fica ali preso, senão, tiro a Gigi com o Vicente no colo. Criei este hábito quando ele nasceu e ainda continuo. Por acaso ela tem-me pedido para ser a primeira a sair do carro e, dependendo do sítio onde estamos, deixo ou não. Mas é um horror! Ando sempre com o coração nas mãos na rua. Ou por causa dos carros ou com medo que alguém os leve, ou que caiam num esgoto escondido... Às vezes acho que sou um bocado obcecada... :(

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  2. vou divulgar! Nem quero imaginar como deves ter ficado...espero que o teu coração esteja melhor. Um beijinho, Rita!

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  3. Também me aconteceu. De igual maneira. Estávamos a chegar ao colégio para a deixar para mais um dia de praia e ela ia a caminhar ao lado do meu marido porque eu tinha ficado a tirar as mochilas do carro. De repente ela começou a correr. Gritámos os dois. Foi horrível. Estive uma semana com essa imagem sempre na cabeça.
    Só tenho uma menina, a Clara, mas mesmo assim tenho sempre muito cuidado com ela. Mas o coração fica apertadinho apertadinho só de imaginar algo do género.

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  4. Cara Rita,

    É uma enorme honra o meu blogue ser dos únicos que está a seguir. Foi com muito orgulho e satisfação que recebi este seu "presente" e sinto-me bastante lisonjeada, sendo a Rita uma autora publicada e uma figura algo prestigiada na área do jornalismo e comunicação no nosso país. Obrigada!

    Felicidades para o seu blogue também, tal como para os seus meninos!
    Beatriz Canas Mendes

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  5. Ufa!!!
    Muitos beijinhos e obrigada pela partilha

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  6. São mesmo imagens que nunca mais saiem... mas se clahar, ainda bem!
    Mts beijinhos Kiki

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  7. Só não sente quem não passa por isso...
    É um alerta!
    Mts beijinhos

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  8. Amei o seu ultimo texto!
    Tem toda a razão. As partilhas às vezes são um bocado inconvenientes..;)
    Não sigo nenhum porque não acho muito fácil no Sapo.
    Como faz para estar a par?!
    Obrigada pelos elogios tão queridos e generosos
    e keep on going que tem mesmo talento! ;)
    Bom fim-de-semana!!!

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  9. É mesmo desesperante quando vemos o perigo aproximar-se daqueles que são a nossa vida o nosso mundo, já me aconteceu o mesmo e o meu marido reclamou imenso por eu berrar como histérica mas ao ler o teu post percebi que é automático é o nosso instinto maternal a disparar com desespero que algo de mal pode acontecer ao ser mais precioso da nossa vida bjinhos

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  10. Longe disso, eu é que tenho de agradecer os seus elogios. Também não sigo muitos blogues no Sapo, mais pela falta de textos que considere de qualidade, mas consigo tomar conhecimento de alguns bastante interessantes através das actualizações em perfis alheios. Os destaques e recortes da página inicial também proporcionam leituras diversificadas e sempre dão para conhecer novos blogues.

    Mais uma vez, obrigada e um bom fim-de-semana para si também! :D

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  11. Que horror. Até fiquei com lágrimas nos olhos pq conseguiste passar pelo texto a aflição que sentiste! :(
    Felizmente, teve final feliz. Graças a Deus! Acredito sempre nessa mãozinha invisível que nos protege.

    Obrigada pelo alerta.

    Beijos e bom fdsemana!

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  12. Eu tenho receio de me acontecer o mesmo, por isso, coloco o mais velho entre as minhas pernas e a cadeirinha do mais novo, acabando o mais velho por estar preso entre nós. Depois de tirar o mais novo é que me vejo grega...um fica ao colo, o outro agarrado à minha perna ou de mão dada. Só têm 15 meses de diferença :/

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  13. Eu não tenho filhos e fiquei toda arrepiada só de imaginar!
    Ser mãe, implica tanta constante preocupação, como sobreviver dia após dia, sabendo que vamos entregar o coração a seres tão pequeninos e vulneráveis, que não vamos poder proteger de tudo e mais alguma coisa? Como se faz para não ser uma mãe-galinha exagerada?

    Parabéns pelo post, é daquelas coisas que nunca esperamos que aconteça e por isso mesmo devemos ter atenção extra.

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