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Street. The old free life!

quarta-feira, junho 19, 2013
Fechados dois dias em casa derivado à - simples - doença do boy e à opção da girl de se juntar ao grupo, por cá andámos a engolir filmes em repeat, a dançar o Gangnam Style à maluca, a fazer monstros*, a desarrumar, desarrumar, desarrumar, até hoje à tarde sermos obrigados a sair do covil para ir em busca de mantimentos.
Depois de uma ida ao supermercado com duas feras, que pareciam estar enjauladas há uma década, e para não abusar da saída, fizemo-nos à estrada. Conhecemos um cantinho com vista mar, mesmo ao pé de casa, sem carros, onde passa o comboio e os grafittis até ficam bem. É só uma rua, mas sabe tão bem estar simplesmente na rua. Fico logo nostálgica a pensar na minha infância, tanta dela feita na rua, sem medos, pedófilos, roubos - ou que se soubesse pelo menos - e na impossibilidade de poder dar isso aos meus filhos.
A menos que o mundo mude muito!
Costumo ir ali para as bicicletas, patins, e eu própria estava a precisar de me distrair e espreitar atrás da lente. Vai daí, deu nisto. No chão, o desenho em giz dos pais a casarem, um comboio à velocidade da luz à frente do nosso nariz, corridas e saltos até à lua.
Um dia, como outro qualquer, numa rua qualquer, num sítio qualquer.

* Filme Monstros a Universidade promete mesmo! Estreia amanhã, dia 20, nas salas de cinema. Buuuuhhhhhhh

Calções e jardineiras curtas: Peixinho do mar
Camisolas de capucho Zippy
Camisas de ganga: Zippy

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7 comentários:

  1. * fizemo-nos.

    E que boas fotografias, parabéns :)

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  2. Lindas fotos! A girl está tão mas tão crescida!

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    Respostas
    1. Sim, incrível. Nestas vê-se mesmo bem...
      E é tão giro ver a diferença desde o início do blog...;)
      Mil beijos

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  3. Bom dia, Rita:

    As fotos estão o máximo, lindas...


    Sempre vivi em Espinho (where the streets have no name!...), cidade à beira mar plantada com +/-30.000 habitantes.

    Lembro que nos anos 80, era normalíssimo brincarmos na rua, tinhamos o "grupo" da rua, constituído pelas crianças alí dos quarteirões próximos... chegavamos a ser 20 crianças... saíamos de casa a qualquer hora do dia, ou no verão depois de jantarmos e chegavamos já era noite... brincavamos à escondidas, à apanhadinha, à bola, ou ficavamos sentados no chão a conversar...

    Aos 6 anos já íamos para a escola a pé... sozinhos ou em grupo!
    Íamos a pé para casa dos avós/tios...
    Íamos para a ginástica/natação a pé...
    Não tinhamos telemóvel(!) e os meus pais sabiam sempre onde estavamos...


    Hoje em dia (e a escola é a mesma que frequentei) é impensável deixar o meu filho ir sozinho a pé para a escola!

    Brincar na rua nem pensar...
    Ir até casa da avó sozinho? nem vale a pena perguntar...
    Ir para as actividades depois das aulas sozinho... No way!

    O mundo mudou tanto qua às vezes dou por mim a pensar, que era nessa altura que se vivia bem (viver a vida)...

    Nunca tivemos telemóvel/psp/wii/xbox e??? fez-nos falta???...NÃO! Vivíamos e divertíamo-nos MUITO!

    Bj grande,
    Marta Cruz


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  4. Ainda...ontem falava com uma amiga da rua...a falta e a pena que me faz a minha filha não poder brincar na "rua"...jogar á macaca, saltar ao elástico...jogar ás escondidas, ali na rua, na setrada e os pais chamavam para jantar...que saudades...

    Bjos

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