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Mudar de atitude.

quinta-feira, julho 10, 2014
Quando o cansaço ou o stress apertam e ficamos mais irritadas a onda parece alastrar em várias vertentes. A maior, a família.
Uma coisa que sempre soube de mim - porque ainda me estou a conhecer - é que odeio gritos. Odeio estar sempre a refilar. E em nova estava sempre a dizer: Quando tiver filhos não vou estar sempre a dizer não como fazem os pais.
Está beeeeeem....
Uns anos {e dois filhos} depois, sou igual a todos os pais e mães deste mundo, que dão por si a refilar com as coisas espalhadas pelo chão, com a casa de pantanas, com o trabalho que tenho pela frente, com o cansaço, com o sono, com tudo e com nada....
Bem... Um dia decidi que não quero ser esta pessoa. Aliás. Um dia percebi que estava a ser algo que não era eu, nem fazia parte da minha essência. Esse dia, embora não tivesse ideia do desafio da ma/paternidade, veio quando era nova.
Não pelo Não, porque o não é precioso e importante, mas pela postura negativa que traz o NÃO, só por si. Há pouco tempo consegui transpor a ingenuidade do que naquela altura dizia, para o meu atual estado de mulher com responsabilidades de educação.
Há realmente NÃOS que são prescindíveis. Há NÃOS que nos são apenas mais cómodos. Há NÃOS que não educam, que retiram liberdade e autonomia aos nossos filhos.
Às vezes é preciso dar-lhes o presente de um grandessíssimo SIM e deixá-los de boca aberta com tamanho privilégio.
E um Não, apenas, é muito redutor. Eles querem saber mais, porquê? Porque não podem rebolar no chão ou pisar lama.
Um NÃO sozinho, ou acompanhado de um Porque-quem-manda-aqui-sou-eu está mesmo a pedir uma birra.
Mas se esse NÃO vier com uma conversa calma de que faremos no dia seguinte, porque a mãe se deitou tarde, está super cansada e conta com eles para ficar forte.
As crianças são solidárias e compreensivas. Só precisam é disso: compreender.
Tem corrido bem lá em casa. Nos dias mais difíceis conto até 10 antes de ser impulsiva e ralhar. Tento conversar mais. Ajudo-os a arrumar e faço das tarefas mais difíceis uma diversão. Tiro um tempo para mim, antes de me exaltar. Tenho conseguido antecipar as birras e tratar da coisa de outra maneira. Tem corrido bem. Só vos digo que tem corrido bem.
O segredo? Amor e paciência. Ah. E ler todos os dias a Mia.
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