menu-topo

Quando as pessoas ficam chocadas porque não dou palmadas aos meus filhos.

quarta-feira, outubro 15, 2014
- A sério??? Mas uma palmada no rabo nunca fez mal a ninguém!
- Sim, eu sei. Mas eu não dou.
- Porquê??? [super indignados]
- Porque não ache que resolva, ou que ensine algo ou contribua para um melhor comportamento,  porque me sinto uma cobarde a exercer a minha força sobre os meus filhos, porque odeio sentir isso em mim, porque acho que é a solução mais fácil, a mais cobarde e mais injusta.
-  Mas um castigo não funciona da mesma maneira!!!
- Também não castigo muito. Às vezes ponho-os a pensar na vida, como eu digo.
- O quê??? Não pões de castigo? Ahhhhh isso não dava cá em casa!!! Isso não resulta.
- Cá em casa resulta.  Converso com eles, ou deixo-os acalmar primeiro. E depois faço-os perceber o meu lado. Às vezes tenho de ir eu respirar para me acalmar e agir de forma inteligente e pacífica [que é normalmente o que lhes estou a pedir, paz]. Normalmente são compreensivos. Pode é demorar um bocado mais tempo.
- Ah! Uma palmada é muito mais fácil.
[ok!]

15 comentários:

  1. Pois, agora deixou-me a pensar a mim!
    Um beijinho

    ResponderEliminar
  2. O preconceito é lixado (para usar uma palavra bonita!). As pessoas, por norma, têm medo de tudo o quanto foge à norma mas o que me chateia mesmo é que a norma seja a palmada.

    ResponderEliminar
  3. O pensar na vida é o melhor "castigo" de sempre!!! Se for no quarto então melhor ainda!!!

    ResponderEliminar
  4. Como eu a compreendo... "Às vezes tenho de ir eu respirar para me acalmar"

    ResponderEliminar
  5. Olá

    Se não bato em ninguém, seja marido, pai, mãe, irmãos, amigos para resolver qualquer situação, porque haveria de bater num filho ou criança?

    Bater é cobarde em qualquer situação, porque haveria de bater num criança indefesa? Violência gera violência.
    Ensinamos os nossos filhos a não bater nos amigos, mas depois em casa os próprios pais às vezes preferem dar uma palmada para resolver uma situação, não é muito coerente, certo?
    beijinhos
    ana

    ResponderEliminar
  6. Essa é também a minha linha de pensamento, que é a da Mum's the Boss, de certeza que a Rita conhece. É a chamada parentalidade positiva! ;-)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A rita é fã da mamma mia. Tb é do género. Parentalidade consciente ;)

      Eliminar
  7. Essa é também a minha linha de pensamento, é aliás muito Mum's the Boss, de certeza que a Rita conhece. É a chamada parentalidade positiva! ;-)

    ResponderEliminar
  8. Quem tem de ir respirar fundo sou eu, quando me dizem que se lhe desse uma palmadinha de vez em quando ela atinava logo.

    ResponderEliminar
  9. Olá Rita, sou mãe há quase 9 anos e nunca bati no meu filho. Como qualquer criança faz imensos disparates, no entanto o habitual é "soltar a franga" na sua zona de conforto, atitude que considero inteligente da sua parte. A verdade é que me dizem com frequência que o meu filho é muito educado e eu fico literalmente a babar de orgulho.
    "Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti." "Respeita o próximo" "Não admito faltas de educação." "Sê feliz.".

    ResponderEliminar
  10. Os meus pais nunca me bateram, e nunca me puseram de castigo. As minhas atitudes erradas eram o meu castigo. Nunca! E não posso dizer que sou mal educada! Tenciono passar a mesma educação ao meu filho que tem 7 meses. A minha mãe sempre disse que bater é mais fácil, sim é mais fácil e um acto de cobardia...bater e exercer a sua força a uma criança é simplesmente uma luta perdida. É como um adulto de 1,90m musculado querer bater num de 1,55m....(se bem que há adultos que merecem umas boas lambadas quando vejo a baterem em crianças!)

    ResponderEliminar
  11. Pois eu sou culpada entao. E não tenho o minimo problema em admitir. A minha mãe sacudiu-me o pó. A minha professora deu-me reguadas e eu não sou traumatizada e pior, sempre achei que foram muitissimo bem dadas.. mereci sim senhor!!
    Não dou uma palmada ao meu filho daquelas que são as normais.. eu simplesmente "sacudo o pó", porque o que faço nem doí, mas assusta-o e mete-o a ponderar no que acabou de fazer..Atitude que tenho no limite dos limites e por norma quando ele levanta-me a mão. Coisa que começou a acontecer após a entrada de um menino na sala dele na escola que bate com a força toda a todos e é constantemente colocado de castigo. Infelizmente TODOS da sala dele começaram a agir em casa do mesmo modo. O meu foi um deles. O meu M acha que é normal quando eu não lhe dou uma bolacha levantar-me a mão e eu ponho-o a pensar na vida 1x, e 2x e 3x e 4x.. e chega a um ponto que lhe encosto a mão ao rabo. Pergunto se doí? ele responde que sim (é um exagerado) e acabasse a "brincadeira" por ali.

    Sempre fui apologista que uma palmada na hora certa não faz mal a ninguém. O castigo é util para os por a pensar na vida. O problema é que há pessoas que fazem disto regra diária e nem tentam falar com os filhos sobre o que aconteceu de errado e isso sim, acho mal..

    Eu falo.. 40 vezes, mas ás vezes tem de ser!

    ResponderEliminar
  12. Adorei ler.
    http://pubpages.unh.edu/~mas2/cp.htm
    Se quiser base científica, tem aqui os links para os estudos utilizados na escrita do livro:
    The Primordial Violence
    Spanking Children, Psychological Development, Violence, and Crime

    Why do parents hit those they love? What effect does it have on children? What can be done to end this pattern? These are some of the questions explored in The Primordial Violence. Featuring longitudinal data from over 7,000 U.S. families as well as results from a 32 nation study, the book presents the latest research on the extent to which spanking is used in different cultures and the subsequent effects of its use on children and on society. Evidence that shows the relationship between spanking and the subsequent slowing of cognitive development and increase in antisocial and criminal behavior is shown. Both cross-sectional and longitudinal studies are explored in an accessible fashion. An abundance of high quality research has produced findings that are highly consistent from study to study which show that spanking is a risk factor for aggressive behavior and other social and psychological problems. Because of these findings, the authors argue for policy changes and recommend a drastic reduction in the use of spanking. Policy and practical implications are explored in most chapters.

    ResponderEliminar
  13. Os meus adoráveis filhos choram quando se portam mal porque... a mãe fica zangada e com cara de zangada. Só me apetece rir quando a mais nova chora dizendo "eu quero a mãe contente". Não são um amor? Mas por vezes lá sai um castigo ou uma palmada. Muuuuuito raro, mas já aconteceu.
    Sonia

    ResponderEliminar
  14. Eu sou uma das apologistas da palmada. Mas como pode ver nos comentários ao seu post, as pessoas que usam a palmada são tão preconceituosas em relação às que não usam como o contrário. Hoje em dia temos estudos para justificar tudo o que defendemos e passamos por cima dos outros com as nossas teorias. Há que saber que educar e cuidar de crianças, é uma questão de instinto e bom senso, e cada um de nós tem o seu.
    Comparar uma palmada com bater ou espancar uma criança, não passa de uma tentativa de dizer "a minha forma de educar é melhor que a tua!". E não é! É diferente.
    Devíamos ser mais tolerantes uns com os outros, o que julgo que era o que queria dizer no seu post ;)

    ResponderEliminar