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Eu sou tudo aquilo que quero que o meu filho seja

sexta-feira, julho 24, 2015
Eu não ameaço o meu filho se não quero que ele me ameace. Eu não bato no meu filho se não quero que ele bata. Eu não grito com o meu filho se não quero que ele grite. Eu não humilho o meu filho se não quero que ele humilhe.  Eu não deixo o meu filho humilhar-me se não quero que ele seja humilhado. Eu não mostro ódio pelo meu filho se não quero que ele me mostre ódio. Eu não sou mal educada com o meu filho se não quero que ele seja mal educado comigo. Eu não sou infeliz na minha vida se quero vê-lo feliz na sua. Eu brinco com o meu filho se quero que ele brinque. Eu não passo a vida agarrada ao tablet se quero que o meu filho não esteja agarrado ao tablet. Eu sou cordial, eu partilho, eu cumprimento as pessoas se quero que o meu filho seja cordial,  partilhe, cumprimente as pessoas. Eu não sou impaciente com o meu filho se quero que ele seja paciente. Eu respeito se quero que o meu filho respeite. Eu sou calma com o meu filho se quero que o meu filho seja calmo. Eu perdoou se quero ver o meu filho perdoar. Eu sou corajosa se quero que o meu filho seja corajoso. Eu sou alegre se quero que o meu filho viva com alegria. Eu sou positiva se quero que o meu filho veja a vida de forma positiva. Eu dou liberdade se quero que o meu filho seja livre. Eu favoreço o diálogo se quero que o meu filho converse. Eu conto coisas se quero que o meu filho me conte coisas. Eu cumpro ordens se quero que o meu filho cumpra as dele. Eu não exijo do meu filho o que nenhum adulto exige de outro. Eu respeito o meu filho como ser humano e não abuso só porque é criança. Eu estou concentrada se quero que o meu filho esteja e seja concetrado. Eu sou tudo aquilo que quero que o meu filho seja.

8 comentários:

  1. Mãe incrível que está semana está mais poderosa! Que testo maravilhoso e perfeito para reflectir o que se anda a fazer!
    Carolina Melo

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    1. ❤️❤️❤️ mil beijos querida Carolina

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  2. subscrevo.
    mas por estes dias ando com dificuldade na parte "Eu não deixo o meu filho humilhar-me se não quero que ele seja humilhado", na parte do "eu não deixo", mais propriamente. Como é que não se deixa que eles nos humilhem/gritem/batam sem bater/gritar/humilhar?
    O meu tem dois anos, a fazer três. Está na fase disso, eu sei. Mas é cá uma tendência para levantar a mão ou o pé ou mandar gritos de fúria... e eu também não bato, não grito.
    Se a iniciativa é deles (porque não o vêem em nós como exemplo) e se não vão lá com o agacharmo-nos e falarmos baixinho e calmamente com eles, por favor, qual é o seu truque para corrigir comportamentos sem cair no mesmo erro?

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    1. Não tenha pressa a educar. Foi a melhor lição que aprendi. Dê o exemplo e confie.
      Ele é muito pequeno e não sabe gerir a frustração. Mas se vir em si um exemplo vai segui-lo.Tente explicar com amor que não se bate.
      Espero ter ajudado.
      Mts beijinhos
      Rita

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  3. Rita
    Obrigada por me fazer pensar. Às vezes precisamos de reflectir. É mesmo isto.
    E é verdade o que têm dito. Esta semana está imparável e inigualável ;)
    Mil beijos desta admiradora não secreta
    Maria J.

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  4. Exactamente! É pena sermos tão poucas com esta consciência. Mas passo a passo...

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  5. OBRIGADA...espero um destes dias conseguir...beijinhos

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