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A mãe tem mel.

quarta-feira, janeiro 20, 2016
É muito mais fácil e imediato disparatar com eles quando não fazem o que eu gostava que fizessem do que despertá-los para o desafio da tarefa. A grande odisseia da maternidade está em dominar as emoções que não contribuem para a aprendizagem e substitui-las por carinho e amor. 
Esse é o grande ensinamento que vai gerar empatia, conhecimento, confiança e tranquilidade.
Nos momentos mais difíceis ando a tentar trocar irritação por cativar, agitação por serenidade, fúria por compaixão. 
Vou buscar essa inspiração - quando consigo - a momentos e atitudes que guardo deles. Quando eram bebés, quando me fazem rir, quando me ensinam. 
A mãe {e o pai} têm dentro deles num lugar às vezes bem profundo - quando a tensão é maior - uma capacidade de amar, de aceitar e de ensinar que tem de ser constantemente esgravatado. A mãe {e o pai} têm mesmo um pote de mel pronto a ser consumido. Não só nas situações boas que aí é fácil de encontrá-lo mas nos momentos mais difíceis, em que nos apetece partir o pote, há que o tentar ir buscar. Não se trata de mimar quando se portam mal mas mostrar um caminho, aquele que queremos que eles sigam.
Só encontrando o bom do meu coração vou conseguir descobrir o deles. E vou conseguir que o descubram neles próprios. 
A disciplina não deve vir do medo mas da demonstração, do exemplo. Daquilo de melhor que somos feitos. Os castigos não ensinam, os gritos não deixam eco. Mas o amor faz tudo isto. Ando a tentar o último. 

7 comentários:

  1. Texto maravilhoso! Se isto que quero como mãe no futuro e agora como educadora (já estou empregada, pelo menos boa próximos 7 meses) . que partilha tão generosa e boa.
    Grande beijinho,
    Carolina Melo

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  2. Penso assim também. Mas às vezes não consigo agir de acordo com o meu pensamento.
    Mas o amor está, sem dúvida, sempre presente. E é, também aí, que vejo como o amor pelos filhos é tão diferente de qualquer outro tipo de amor.
    Para já ando a reagir às birras assim: http://www.vinilepurpurina.com/2016/01/07/sou-uma-mae-banana/

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  3. Por aqui com dias difíceis com a minha, tendo respirar fundo e perceber que parar, respirar, aceitar e amar ajudam muito a resolver as nossas frustrações. Minhas, neste caso.

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  4. Post maravilhoso! ❤️

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  5. Concordo com o que escreve. Trazer as memórias doces ao momento presente, é de facto uma grande ajuda. Tomo consciência do quanto amo os meus filhos. Acalmo-me. Serenidade gera serenidade. Nem sempre é fácil, mas é esse o caminho. Felicidades! MB

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  6. Que grande verdade. E depois de algumas birras onde a minha paciência {e a do pai} estiveram no limite, dou por mim a pensar exatamente o que aqui partilha.

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  7. Super inspirador querida Rita!
    beijinho

    Joana

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