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Do fim de semana

segunda-feira, março 07, 2016
Entre o cheiro de sabão de marselha das máquinas de roupa 0-1, os filmes da Disney debaixo de mantas, ao destralhar, doar, reciclar, às conversas, ao namorar e, antes do tempo, já estar com saudades destes movimentos na minha barriga, assim se passou. 
Mas também o cansaço de apanhar brinquedos e papéis do chão que, talvez devido à minha condição, me pareceu que subiram exageradamente de quantidade.
O sol foi aproveitado para secar as últimas peças da nossa bebé. É a maior  fonte desinfectante contra bactérias. Conto mais em cima da hora voltar a pôr tudo debaixo dele, já engomada, dobrada e preparada. 
A mala da maternidade é o próximo passo. A casa está praticamente pronta a receber mais um membro, tão desejado e apesar de, num futuro próximo, termos de nos mudar, não há melhor sítio para a juntarmos à família. Estive a recolher raminhos e plantas e paus para o ninho e não é altura para o desfazer.
Fica aquela ansiedade dos três dias de ausência na maternidade e como tudo vai correr sem mim. Os dias de natação, de ginástica, as roupas, a bata, a catequese, as Guias, o livro para entregar na biblioteca, o supermercado, a fisioterapia, o cão... Achamos-nos insubstituíveis e talvez sejamos mesmo. Mas tudo acontece [ainda que não à nossa maneira].
Tenho pena que o meu marido não possa assistir ao nosso último parto. Tenho ainda mais vontade neste que nos outros, talvez por ser o último. Compreendo que uma cesariana é uma cirurgia e uma pessoa extra uma fonte de bactérias mas queria viver este momento partilhado. Ainda não mudou a lei no serviço público e, por isso, acato como acatei nunca ter tido um parto natural. São as regras do jogo.
A minha casa está calma. [Os meus filhos não.] Uma vontade enorme de abraçar este presente e a incógnita do como vai ser voltar aos horários de bebé e encaixar toda a família num novo ritmo. Mas o melhor ritmo que se pode ter.
Os próximos tempos trazem o cheiro da Primavera, a mesma que eu sinto cá dentro e pela qual tanto anseio.



6 comentários:

  1. Porque é que não vai para o privado Rita? No Lusiadas o marido pode assistir! É um investimento para a vida, algo inesquecível...

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    1. Olá!! Porque tive um parto de sonho no são Francisco Xavier e não não vou trocar por nada. Adorei! ;)
      O primeiro não me correu assim
      tão bem e agora já não troco..;)
      Um beijinho enorme

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  2. Que foto espetacular! onde é?
    Bjinhos
    VC

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  3. Era isso que eu ia dizer... Fiz duas cesarianas também, a segunda na Clínica de Santo António, na Reboleira, o pai assistiu e foi totalmente mágico!!!!:)

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    1. Amei o são Francisco Xavier e desta vez já não troco!;)

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  4. Rita, fui mãe há precisamente 5 meses no São Francisvo Xavier. Também de cesariana. Apanhei uma equipa fantástica. No puerpério já não foi tanto assim... Mas quanto ao parto, também achei sempre que o pai deveria assistir. Que, apesar de uma operação, trata-se de o nascimento do nosso filho. Hoje em dia já não sei se penso assim, ou se acho que, apesar de ser o nascimento do nosso filho, trata-se de uma cirurgia... Não sei... Mas tive a incrível vantagem de ter uma prima enfermeira durante o parto e essa presença familiar, que nos segura a mão e acalma é impagável! Não desejo uma hora pequenina. Desejo que seja a melhor hora possível para mãe e filha! ;o) Beijinho.
    Translocacaodoamor.blogspot.pt

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