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Odeio delegar a maternidade.

segunda-feira, novembro 28, 2016
E, por isso, estou a escrever este post a dormir em pé.
{Olhem dois dentinhos amorosos e que, às vezes, também mordem.}
É a primeira vez que amamento um bebé com dentes porque os meus outros só tiveram com 11 meses e já não dava... Não é um bicho de 7 cabeças e continua a correr tudo bem com a amamentação. À noite custa um bocado mais mas é a vida... Não tenho prazo para acabar. Será quando der para as duas.}
Posto isto...
Não tenho parado um bocado e, por mais estranho que pareça, acho que o terceiro filho é uma grande mudança.
Ouvia dizer que o terceiro era com uma perna atrás das costas mas não concordo mesmo. Só há dois pais, dois colos, duas mãos, ... há mais roupa, mais louça, menos tempo. Poderemos de ter de mudar de casa, de carro... mas, apesar de não ter ajudas no dia a dia, estou mais feliz que nunca.
Mudamos nós. Estamos mais calmas e a aproveitar tudo. Os bebés também costumam ser mais tranquilos e pacientes. Mas há muito mais trabalho a fazer!
A minha Madalena é um amor. Vai para a creche a rir e volta igual, como se a vida fosse um carrossel. Come, dorme e ri. E assim se repetem os meus dias. Bons.
Entregues a eles, à lida doméstica, ao declinar programas em prole da harmonia familiar. Vou, cheia de saudades buscar a bebé, depois o boy e depois a girl. Tudo a horas diferentes.
Tenho a sorte de ainda estar a gozar do horário reduzido e aproveito para ir ao supermercado sem eles. Há banhos, tpcs, jantar, arrumar a casa.
Chegar depois das 19h a casa já me deixa em nervos.
É uma cadeia repetitiva mas boa.
Podia ser uma blogger cheia de glamour mas não. Nada me anima mais que descobrir dois dentinhos novos e nada paga os momentos mais normais da nossa vida.
Estar com eles é algo que não gosto de delegar. Podia nadar em dinheiro que não trocava isto por nada. Juro.
Serei o retrato da maioria das mães? Ou conseguem ter vida própria?!

7 comentários:

  1. identifico me perfeitamente a maternidade não se delega. Todos estes momentos de descoberta não têm preço...

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  2. :)
    De momento a minha "vida própria" é deles (uma com 5, um com 2, e um na barriga)...
    Daqui a nada (que ainda serão alguns aninhos, mas passam em menos de nada... pelo menos não "dei conta" dos ultimos 5 anos passarem) já "não precisam de nós" a todo o tempo... Termos bem mais tempo para outras coisas, a que muitos chamam de "vida própria"... Aí sim, para mim (não somos todas iguais, nem aspiramos as mesmas coisas)... Mas de uma coisa tenho a certeza... Por mais caótica que seja esta fase, de certeza que vou ter saudades...
    Beijinhos

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  3. Concordo plenamente. E achei o mesmo, de 2 para 3 muda muito. Do meu lado vamos crescer novamente, e a verdade é que tenho medo. São gémeos! E se tem dias que acho que vou ser a super mulher e arranjar-me, tem outros que tudo me parece difícil e penso se terei tempo para dar aos 5 e ao marido-

    Desculpa o desabafo...coisas de grávida, eheheh.
    Adoro ler o blog :)
    Abraço

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  4. Acho que até conseguimos ter um pouco de vida própria mas, a maior parte das vezes, trocamo-la por mais tempo com eles. Fazer o quê? É o que mais gostamos de fazer. :D

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  5. Penso da mesma forma. Emociono-me ao ler os seus textos. Nos dias de hoje é raro uma mulher não confundir uma maternidade de coração com os direitos que nos assistem como mulheres. Não deixo de ser eu, de ser mulher mas não troco ser mãe a 100% mesmo que por vezes esteja tão cansada. Parabéns por ser uma mãe linda e com um coração gigante. Sigo o seu blog atentamente.

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  6. a fase de bebé passa tão depressa. E no terceiro filho já sabemos que o tempo voa e que tudo tem de ser vivido com intensidade e aproveitado ao máximo.

    Eu não largo a minha filha bebé, dorme comigo, mama (tem 14 meses) e estou sempre a cheirá-la.
    Chegará a o tempo em que ela vai querer o seu espaço, até lá sou uma lapa. Como fui para os irmãos :)

    Revejo-me muito em si.

    Tudo de bom!

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