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Pais e telemóveis

quarta-feira, fevereiro 08, 2017
Não conheço pessoalmente a Laurinda Alves mas é uma pessoa que gosto sem conhecer, sabem!?
Identifico-me com as suas causas, com as suas ações e com as suas palavras.
Tento cada vez mais viver offline. É pelos meus filhos que o faço.
Fartamo-nos de dizer que eles isto e aquilo, que não nos ouvem, e nós pais!? Estamos mesmo atentos aos nossos filhos? Estamos mesmo presentes e com atenção?
É incrível ver a quantidade de gente que vive através do seu telefone, que está sem estar, que faz para partilhar, que não ouve, que tem grupos que não se vêem, que está acompanhado sem estar e só quando está acompanhado.
Temos as nossas falhas diárias, mas em nossa casa não se atendem telefones à mesa, completamente proibido teclar, dormimos com os aparelhos em modo voo e quando estamos juntos temos quase sempre no silêncio. Ele vibra e só se for importante atendemos, se não ligamos quando der. As conversas são cara a cara e não com a cara enfiada num écran onde só os olhos ocasionalmente se desviam para a pessoa.Não os recebemos a falar ao telefone e passamos a vida a limitar os jogos e coisas que fazem online.
Tentamos estar mesmo, quando estamos. E se nos distraímos percebemos logo que o ambiente muda, os miúdos exigem, perdemos o controlo e muito mais do que aquilo que se passa do outro lado da rede.
E não só com filhos. Com toda a gente. O respeito também se mede pela atenção que oferecemos ao outro.
Vale mesmo muito a pena lerem esta crónica.

4 comentários:

  1. Tão de acordo querida Rita! <3
    Aqui por casa, a prática é idêntica.

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  2. Rita. "A mãe que um dia vou querer ser. " ❤ 👏👌

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  3. Concordo inteiramente contigo, Rita. Adoro a Laurinda e leio tudo dela, concordando sempre...

    É muito tentador e "centrifugador" o poder que os gadgets têm em nós. Sem darmos conta, estamos completamente agarrados, descurando momentos tão importantes como os de "estar em família".
    Por isso, a crónica dela está tão boa, mesmo!!!

    Um beijinho!

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  4. Pois...
    Mas entretanto há que travar a batalha de que vale a pena ser diferente: a mais velha que está no 5 ano é, provavelmente, a única da escola que não tem telemóvel (ninguém na escola se acreditava) e já na primária pertencia à minoria. Não tem sido fácil...

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