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O preconceito da (mãe) trabalhadora

sábado, setembro 30, 2017
Já experimentei as duas coisas. Ser mãe trabalhadora e ser trabalhadora mãe. Num curto período de tempo fui só mãe à procura de um novo rumo. Mas nunca senti que devesse optar.
E até podia. Afinal há tanto trabalho em casa que não iria ficar nunca sem nada para fazer. Mas pelo pouco tempo que experimentei, entendi que era exaustivo, repetitivo e, sobretudo, subvalorizado.
Para além disso precisava de trazer dinheiro para casa e tinha alguns projetos na manga e desafios que queria experimentar.
A minha opção foi por isso trabalhar dentro de casa mas nas minhas coisas. Claro que a isto tenho de juntar algumas lides domésticas.
Enfim, o comum das mulheres portuguesas, mas com escritório dentro de casa.
E depois percebi:
Há um enorme preconceito para com as mães em geral. Para as que querem trabalhar e para as profissionais que também querem ser mães. Ou para aquelas que querem e podem  a ser só mães. Como se uma prejudicasse a outra.. Não devia.
No fundo as mães têm sempre uma mira apontada a elas sendo que não há condição mais exigente que a nossa.
E, em vez, de nos levarem em camas elevadas abanadas por enormes plantas resumem a nossa condição a enormes preconceitos infundados.
O que se deve entender é que quando temos a sorte de ter opção, escolhemos a que funciona para nós e para a nossa família.
Seja fora de casa, seja dentro de casa para fora ou em casa.
E para quem se esteja a esquecer serão os nossos filhos, a quem estamos a dedicar todo o nosso esforço e as nossas opções, que sustentarão quem, daqui a uns tempos, infelizmente, incluindo nós, não pode mais trabalhar.
Kit reuniões misturado com bebés.
[Só para avisar que a Guess está a oferecer uma powerbank na compra de uma mala.]
#LOVEGUESSPORTUGAL | #LOVEGUESS | #THEFALLITBAG

4 comentários:

  1. Sou mãe a tempo inteiro, ou como lhe queiram chamar, há mais de 10 anos. E realmente é tudo verdade o que diz. Mas não sei como sinto-me mais realizada do que quando trabalhava numa grande empresa . A verdade é que se tivesse um trabalho que gostasse muito muito não trocava por nada. O problema é que as mulheres têm hoje que optar demais entre familia e carreira. E como em tudo há dias melhores e piores.
    http://blogdacris.blogs.sapo.pt

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  2. Também sou mãe a tempo inteiro e estou habituada a ouvir as críticas e sentir os olhares tanto de inveja como até de desprezo. O "não trabalhar" é totalmente desvalorizado pela sociedade e são as mulheres muitas vezes as primeiras a apontar o dedo. Tratar da casa e dos filhos devia ser até pago pelo Estado, pois estamos, como bem diz, a criar aqueles que vão sustentar todos os que daqui a uns anos se vão reformar. E isso é ainda mais válido no caso de famílias numerosas. Infelizmente somos olhadas de lado, como bichos preguiçosos que passam o dia em casa sem fazer nada quando é exatamente o contrário! Temos todo o trabalho do mundo e zero consideração. Mas o mais importante é a nossa família e as nossas escolhas. O tempo e dedicação aos nossos filhos vai refletir-se nas pessoas que eles serão no futuro. Esse é o nosso "pagamento". Pena que poucos homens tomem esta opção...

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  3. Por força das circunstâncias sou mãe a tempo inteiro porque decidi que ficar com os miúdos era mais vantajoso para a família do que ter de ficar sem vê-los durante a semana. Esta tarefa é árdua, pouco dignificada pelos outros, e sim, suscita algumas invejas. Eu sou das que prefere trabalhar fora porque acaba por ser mais gratificante. Faz-se algo mais do lides domésticas e a vida social acaba por ser mais intensa. E parece que o tempo rende mais. No entanto, é inegável que também é muito compensador ver os nossos filhos a ter sucesso graças ao acompanhamento que lhes damos.

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  4. Por força das circunstâncias sou mãe a tempo inteiro porque decidi que ficar com os miúdos era mais vantajoso para a família do que ter de ficar sem vê-los durante a semana. Esta tarefa é árdua, pouco dignificada pelos outros, e sim, suscita algumas invejas. Eu sou das que prefere trabalhar fora porque acaba por ser mais gratificante. Faz-se algo mais do lides domésticas e a vida social acaba por ser mais intensa. E parece que o tempo rende mais. No entanto, é inegável que também é muito compensador ver os nossos filhos a ter sucesso graças ao acompanhamento que lhes damos.

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