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Sobre o ter atrasado a entrada do boy no 1º ano.

quarta-feira, março 07, 2018
Uma vez contei aqui que o ía atrasar.
Ele era de dezembro, o mais novo da turma, rapaz, meio distraído... Mas as razões que me levaram a retê-lo não foram estas. Foi, simplesmente, para ele brincar mais um ano.
Disse isto à escola. Que o queria reter para ele brincar. 
E, de lá, vieram uns grandes parabéns pela atitude rara.
Não faço ideia se será assim tão rara mas achei, e acho, mais adequado ao meu filho e, a como eu vejo hoje, o ensino, em Portugal. 
Não quero apressar o crescimento dos meus filhos. Quero que o façam devagar e ao seu ritmo. 
Achei que devia fazer um post-feedback para vos dizer como correu então, este ano, a entrada no 1º ano.
Apesar de continuar distraído, [que talvez seja é exatamente o contrário, ou seja, focado só no que ele quer gosta], não estou minimamente arrependida. Aliás, nada mesmo e houvesse mais anos para os miúdos brincarem...
Ele, de ouvir a irmã mais velha dois anos à frente, apreendeu naturalmente muitas coisas. 
Quando começou, já sabia ler. Aprendeu sozinho, sem pressões. Para mim, as notas, valem o que valem mas até agora tem tido sempre Muito Bom a tudo. [Apesar de ser um baldas, nunca fazer trabalhos de casa, acho que é perspicaz e safa-se assim.]
Anda feliz, mais integrado na turma e até mais equilibrado fisicamente, que como é pequeno fazia mesmo diferença dos outros. É um líder por natureza, super popular na escola toda, entre todas as idades, e esta adaptação a nova escola e ao primeiro ano foi de sonho.
Espero que sirva para quem tenha esta dúvida para o próximo ano. Se forem mais parecidas comigo, já sabem que a mim correu-me bem. Mas eu sou aquela que lhe é indiferente e está-se literalmente a borrifar que ele acabe os estudos um ano mais tarde. O que eu quero mesmo é que ele se sinta bem e seja feliz. E, nisso, a missão foi cumprida! ;)






15 comentários:

  1. estou nesse dilema com o meu filho mais novo este ano. a minha filha entrou condicional tambem mas (acho eu) tinha outra maturidade. Com ele estou muito inclinada a não o inscrever sequer..... no entanto vou ainda ouvir a opinião da educadora em abril......

    beijinho

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  2. Acho muito importante este post, principalmente para quem irá passar por algo do género em breve. As crianças precisam de brincar, e o que ganham em terminar a escola um ano mais cedo? Cada criança é diferente e pais e educadores deverão avaliar qual a melhor opção para cada um. E é bom perceber que mesmo já sabendo ler ele não desmotivou em nada neste primeiro ano, Pois tem imensas outras coisas para aprender.

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  3. Concordo com a sua decisão, só não acho que seja atraso, até porque o que eles ganham é tanto e tão importante, que falar em atraso me parece demasiado negativo! :)

    Deixo a minha opinião, enquanto mãe e de uma criança condicional e enquanto educadora aqui http://pedacosdenos.com/2018/02/26/minha-filha-condicional/

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    Respostas
    1. Atrasado só em relação a onde ele poderia estar. Não que ele se atrase em alguma coisa porque é super rápido. ;)
      Mutos beijinhos

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  4. Concordo a 100%.
    Retive a minha filha no 2º ano e no 7º, no 2º ano devido ao deficit cogntivo, continuava muito atrasada na aprendizagem, no 7º infelizmente devido a um triste episódio de bullying para a afastar da miúda, e não me arrependo, pois ficou numa turma com melhores alunos, mais bem comportados e começou a fazer amigos cisa que até à data nunca tinha acontecido e já tinha 14 anos.

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  5. O meu entrou com 6 anos quase com seis anos e meio .. tenho mais dois meninos que fazem um em agosto e outro em novembro mas confesso que não tenho pressa de s colocar antes da idade que acho adequada pois tem a vida toda para estudar se assim o pretenderem será meu gosto claro ..

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  6. Coisa boa ler algo positivo sobre o assunto. Meu pequeno tem três anos e meio. Iria para o pré l esse ano. Achei muito cedo. Ele vai ficar no maternal e entrar no primeiro ano com seis, quase sete. Espero que seja a melhor escolha para ele.

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  7. Eu retive o meu filho este ano, acho que foi o melhor que fiz, ele ja se começa a interessar por ler e escrever, coisa que no ano passado nem sabia o que isso era! Sempre foi mais imaturo que os meninos da sala dele e alem disso muito distraído! Ele vai entrar no 1ano ja quase a fazer os 7 porque faz a 21 de Setembro!
    Sozinha nao conseguiria ter esta percepção, foi a professora do ano passado que me aconselhou e agradeço-lhe todos os dias por isso!

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  8. O meu filho que vai fazer 6 anos no fim de novembro também vai continuar no jardim de infância. São tão pequeninos para ir para a primária! Pelos posts que leio seus partilhamos muito o mesmo género de valores e tipo de experiências que queremos proporcionar aos filhos. Pelo que li os seus frequentam a escola pública e gostava muito de perceber se a Rita está satisfeita. O meu filho anda num Jardim de Infância Waldorf, é maravilhoso. Mas quando passar para a primária ainda estou a ponderar escolha pública ou continuar na mesma pedagogia (sendo que não é nada barato e é bastante mais longe de casa).
    Gosto muito de a ler :)

    Filipa

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  9. A melhor experiência que tiro da sua decisão em relação ao seu filho é que uma mãe deve sempre estar atenta aos sinais que se apresentam quando chega a altura de entrar na escola. Revejo-me na mesma situação com o meu filho que também é de Dezembro mas onde vivo (Fora de Portugal) não havia escolha e ele teve mesmo que entrar na escola. A imaturidade foi o principal obstáculo e ele sofreu bastante. Principalmente com o programa de ensino intensivo de Portugal. Aqui temos Escola Portuguesa. Posso dizer que eventualmente tive que o mudar de ensino e hoje vejo que o meu filho é outra criança. Ele já não está no ensino de Portugal e onde está para além de aprender consegue ter espaço para desenvolver intelectual e socialmente.Para mim bastava darem um pouco mais de espaço às crianças para absorverem e digerirem o que aprendem. Obrigada por partilhar

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  10. Estou num impasse a minha filha também é de Novembro e eu gostaria que ela ficasse mais um ano na pré, acontece que ela adora os amigos actuais e está expectante em relação à primária...ou seja para ela é natural seguir já para a primária (para mim é que não :-)) Gostava de saber se o filho da Rita percebeu na altura que os amigos seguiram para a primária e se isso teve algum impacto? Obrigada pela partilha Abraço

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  11. Concordo plenamente com a sua decisão. De situações que conheço, as crianças/jovens acabam por ficar retidos em anos posteriores. Esse ano que atrasa vai ajudar a ficar mais maduro e brincar mais um bocadinho não faz mal a ninguém!

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  12. é sempre bom ler testemunhos destes, da naturalidade com que fala no assunto e por ter corrido tão bem. O caso aqui é um pouco diferente: a minha com 4 anos feitos o mês passado tem um enorme atraso na fala, o que dificulta todo o desenvolvimento no geral e, apesar de ainda estar na sala dos 3 anos, já me foi dito que talvez quando chegar à altura de ir para o primeiro ano terá que ficar retida (se não recuperar tudo até lá)...é um assunto que me deixa angustiada: separar-lhe da turma a que tão bem se adaptou, o "ficar retida"..o rótulo de não conseguir. Portanto, ler testemunhos assim ajudam muito a desmistificar estas situações :) obrigada. No fundo eu só quero uma coisa: que ela seja muito feliz. Beijinhos

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  13. Parabens! Este ano tomamos a mesma decisão para o nosso filhote que é de Dezembro :) esta numa pre privada e ira para uma pre publica para se adapatar a nova escola ;) beijinho.

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  14. Post muito útil, obrigada.
    Assim como a Rita, eu estou-me sinceramente borrifando para notas, se fica mais um ano ou não, etc. Mas tenho sempre o medo de ele se sentir menor. No meu caso o meu medo vem de uma coisa um pouco diferente. Vivo num país onde a educação é diferente do que em Portugal e Europa em geral. Aqui eles começam a aprender letras e a ler só mesmo na primeira classe, ao passo que em Portugal, os miúdos na primeira classe já sabem ler, fazem intrepertação de textos etc. Claro que depois têm aqui outras coisas maravilhosas que em Portugal não teriam.
    O problema é que às vezes os miúdos daqui, que são portugueses, quando vão a Portugal e vêm primos e amigos bem mais avançados sentem-se frustrados. Espero estar à altura de lhe explicar que isso não tem problema nenhum, que é uma questão de sistemas etc.

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