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A verdade sobre mim

segunda-feira, agosto 13, 2018
Sei que virou moda (e ainda bem) o mote do #embraceyourbody
Na verdade, é uma questão difícil para mim porque tenho muito por onde abraçar. 
Obviamente não sou obesa, mas escondo coisas que não adoro em mim e que sobretudo me retiram qualidade de vida. 
Faço retenção de líquidos, às vezes tenho as pernas tão inchadas que se um filho passa por cima delas fico logo com uma nódoa negra gigante. Morro de dores nas costas e a minha barriga parece de uma grávida de uns 4 meses. 
Esta sou eu. Mas não sou eu a ficar a olhar para mim e a não fazer nada. Quero melhorar e não me abandonei. 
Irrita-me quando me dizem que só não treina quem não quer e que toda a gente consegue arranjar tempo para treinar. Não é verdade. 
Quando há três filhos e poucas ajudas pode acontecer. Por exemplo agora nas férias foi-me muito difícil treinar. 
Mas comecemos pelos básicos. A minha coluna é torta, logo postura errada, logo barriga para fora e outros problemas.
Isto vem desde nova, quando tinha vergonha de ter maminhas pequenas e me escondia, talvez de alguma falta de confiança na altura, e obviamente de três cesarianas (uma delas a ferros que me deixou marcas para sempre.)
Quase todos estes problemas podem vir (ou podiam ter sido melhorados) se tivesse em conta outra coisa super importante: a respiração. 
Respirar é das coisas mais importantes na nossa vida. É completamente desvalorizada mas se soubéssemos respirar bem pouco precisaríamos de fazer pela nossa saúde.
E eu não sei respirar.  Daí o especialista que está no topo das minhas prioridades é o de reeducação postural global e respiração.
Se eu respirar bem vou criar músculo onde a coluna precisa, corrigir posturas e melhorar em geral tudo o que me queixo agora.
Por isso vos quis mostrar [um pouco] o que escondem as minhas saias e vestidos compridos. 
Acredito que depois deste investimento em mim tudo melhore e me sinta em melhor forma. 
Vou continuar a obrigar-me a ir ao ginásio, porque não nasci uma gym lover. Vou ser mais rigorosa com a alimentação, apesar de já comer muito bem, sem processados. Tentar introduzir cada vez mais vegetais na minha dieta, cortar o pão e a carne, reduzir o queijo, e hidratar a minha alma com coisas positivas e felizes. 
Sei que me fazia bem fazer yoga e vou estudar essa possibilidade no futuro próximo.
[Tinha-me esquecido de vos dar resultados do colagénio Shape Up. Se bem se recordam estou a usar este colagénio para ajudar a ganhar massa muscular e a perder gordura. Foi um mês um bocado atípico por causa das férias e confesso que não fui tão frequente como queria ter sido, mas sem dúvida que é um ótimo complemento a quem quer melhorar a sua figura. Vou continuar a usar, desta vez como deve ser, para realmente conseguir os efeitos. Ainda é cedo e parece que já estou a sentir diferenças! Mais updates em breve;)]

Um beijinho a todas




6 comentários:

  1. Identifico-me e concordo que a aceitação não tem de significar resignação. Estou também a tentar voltar a sentir-me bem no meu corpo e a trata-lo melhor, mas as férias são muito exigentes para quem filhos pequenos. O importante é termos objectivos e concretiza-los assim que pudermos. Muito sucesso!!!

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  2. Mafamafaldamendanha@hotmail13 de agosto de 2018 às 16:04

    Rita, se me permite a dica, beneficiaria muito em fazer pilates clínico, orientado por um fisioterapeuta. Esta prática melhora a postura, define a musculatura, trabalha a respiração e previne muitas alegrias vertebrais �� Mais do que isso, melhora muito a musculatura do pavimento pélvico, tão importante para nós, mulheres ❤️.
    Também sou mae de três, por isso, temos que aceitar as diferenças que a maternidade nos dá, sem descurar a nossa saúde e auto-estima ��
    Um beijinho e continuação do bom trabalho que tem feito até agora ��

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  3. As cesarianas não são as culpadas das mudanças no corpo (à exceção da cicatriz, claro). A culpa é da própria gravidez, do excesso de peso que a maioria ganha (deveríamos aumentar somente cerca de 10-12kgs), da falta de exercício físico regular, da má alimentação e da falta de exercício no pós parto. Com força de vontade é possível. Beijinhos!
    (outra Rita)

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  4. Identifico -me 100%! Tenho um problema maior- zero vontade de fazer exercício físico e amor quase doentio por queijo e pão . Mas detesto o meu corpo. Engordei uns 7 Kg de há uns anos para cá e o passar dos anos não ajuda . Os quase 47 deixam marcas . Gostava de ter tempo, paciência e força de vontade para me dedicar a mim... mas acho que por mais dinheiro e tempo que tivesse, falta mesmo a vontade. Quase que preciso de calmantes para ir ao cabeleireiro pintar as raízes de dois em dois meses ... mas sim. Alguma coisa vai ter de mudar! Obrigada pela partilha.

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  5. Olá Rita
    É uma inspiração ler os seus textos e a maneira como encara a vida, o corpo, sem complexos. Admiro a tanto. Mas acho que estou a aprender a ser diferente, para melhor. E a Rita é a culpada. Por favor continue assim e a escrever estes textos maravilhosos que inspiram qualquer um. Isto é uma característica da família Ferro?
    Beijinhos

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  6. Olá Rita! Sou fisioterapeuta especialista em uroginecologia e pilates Clínico e tal como a Sra (Mafalda achou eu) também lhe recomendo o Pilates Clínico. Também vai ajudar a reeducar a postura, fortalecer a musculutara mais profunda e durante o exercício trabalha imenso a respiração, concentração, equilíbrio e coordenação. Se a pessoa tem formação de ginásticas abdominal hipopressiva, melhor ainda pois este tipo de exercício é importante para eliminar peso do pavimento pélvico, ajudar a reposicionar os órgãos, ajuda a libertar aderências a nível abdominal criadas pelas cesarianas, entre outras muitas vantagens.. de igual maneira recomendo a que avalie a sua cicatriz da cesariana com algum fisioterapeuta ou osteopata pois as aderências que ficam deste tipo de cirurgias, causam grandes transtornos posturais e não só. No que puder ajudar à distância é só escrever :)
    Já agora, estou a gostar do blog e parabéns pela revista!
    Adriana Martinez
    parentaleduca@gmail.com

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