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A regra das oito horas

quinta-feira, setembro 27, 2018
Há pouco tempo estive a falar no Instagram sobre as novas metas que quero para minha vida, a partir de agora. 
O ano passado foi fantástico (estou a falar de anos letivos como se fosse criança 😉), aconteceram coisas que nunca pensei que pudessem vir a acontecer na minha vida, mas tive muito trabalho e toda uma adaptação a uma nova dinâmica familiar por agora trabalhar a partir de casa. 
E apesar de não me querer queixar de nada, esta liberdade também tem um preço a pagar. 
E quem pagou mais foram os meus filhos, o meu marido e o meu corpo. 
Na verdade, o que senti foi que não estava a 100% em lado nenhum. Estava em todo lado, mas sempre dividir-me conforme as tarefas que tinha que fazer e a respostas que tinha para dar. 
Ora que um filho não pode ser educado a 50%, nem pode ter só 50% de atenção. Nem o meu corpo pode ter só 10% de cuidados. O ginásio ficou para trás e foi logo a primeira coisa onde cortei. Era a mais fácil de deixar cair, mas os efeitos são catastróficos. 
E depois lá andava eu a responder a e-mails enquanto os levava aos baloiços, a escrever posts enquanto os punha a ver televisão, a empurrar e a equilibrar tudo, em esforço total. A ver se não falhava em lado nenhum. Acabei por falhar em vários. 
E foi estafante. 
Por isso decidi, a partir de setembro, ter horários de trabalho como se trabalhasse fora de casa. Responder a e-mails dentro do expediente e não aceitar mais do que eu consigo fazer. 
Houve três coisas que me ajudaram a sentir-me menos mal. A primeira, claro, foi toda a ajuda do meu marido. A segunda foi o amor que eu tenho a este blog e à Tribo. Apesar de que correr por gosto também cansa, 😊 ajuda muito, mas muito mesmo, sermos felizes na nossa profissão e sentirmo-nos realizados. 
Quanto ao meu corpo, o ginásio ainda que pouco frequente fez diferença, e o Shape Up, constituído por péptidos bioativos de colagénio, que ando a tomar fez praticamente sozinho todo o trabalho de não deixar os meus músculos cederem às impossibilidades. Acho que sem ele estaria uma tragédia. Está a ser uma boa experiência! 
Por isso, tenho o plano traçado para aprender a ser trabalhadora dependente e a partir de casa, com limites, regras e a saber dizer que não. Afinal foi por isso, pelo tempo, a paciência e a atenção que vim para casa educar os meus filhos. 
Li há uns tempos sobre a divisão nórdica dos dias: 8 horas para trabalhar, 8 horas de lazer, de cuidar e fazer o que gostamos e 8 horas para dormir. 
Porque o sono é tão ou mais importante que a alimentação e o exercício físico e não se fala tanto dele como se devia.


1 comentário:

  1. Rita, olá. A segunda edição da Tribo passou-me completamente ao lado! Mas não me lembro de me ter falhado algum post do blog. Não falou do lançamento?
    E agora como posso comprar? Dicas?
    Onde procurei já não encontro :(
    Um beijinho.
    MB

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