Rolo de bulgur
terça-feira, março 15, 2016
Desculpem!!! Estava tão bom que não tenho foto!!!
Mas fiz dois. O outro congelei, por isso, depois mostro.
A receita encontrei em espanhol mas adaptei-a crianças e ao que tinha casa. Usei umas ervas secas indianas porque estava sem salsa nem coentros.
Servi acompanhado de brócolos no wok.
Metade carne, metade bulgur, cebola, um bocadinho de pimento encarnado e dois dentes de alho cortadinhos, sal. Deixar o bulgur cru em água quente uns minutos, escorrer, misturar com a carne picada e o resto que cortámos, acrescentar um ovo, amassar, fazer o rolo, forno!
Depois contem! ;)
Baixa o tom!
terça-feira, março 15, 2016
Os meus filhos vêm sempre "estridentes" depois da escola. É normal. Andam no recreio, são muitos, riem, brincam, chamam uns pelos outros, estão cansados, etc...
Entram no carro que nem furacões.Tudo é em alto, em brusco, em loucura, basicamente. Às vezes até se junta uma fúria porque não vão fazer nada pós escola. [Agora ao fim do dia sou uma abóbora e não há programas extra.]
Depois discutem, pegam-se, fazem as pazes, voltam a discutir, falam-me mal, não fazem nada do que peço, continuam em gritos, pegam-se outra vez...
Dou por mim a falar mais alto do que eles e é uma bola de neve. Só falta alguém ir buscar o megafone...
Mas descobri uma coisa. Quando eles estão assim é preciso trazê-los para o nosso estádio e não o contrário. O mais fácil é eles ganharem, se nós deixarmos!!! E como é que ganhamos?! Fazendo o contrário.
Comecei então a falar mesmo muito baixinho nessas alturas [ou sempre que consigo] e eles, automaticamente e sem percebermos como, começam a falar mais baixo também. Conto algo super interessante, que lhes capte a atenção, e vê-los a perder decibéis. Fazem um esforço para me ouvir e acabam por se acalmar também.
Aí já os temos no nosso espírito e já nos podemos conectar. Corre tudo melhor. Não dá sempre, mas quando dá é um sossego.
Muitos beijinhos
O que acham
terça-feira, março 15, 2016
disto?
É incrível como os números do ensino doméstico estão a crescer. Há uma nova onda de voltar a velhos costumes, de travar o tempo de loucos que vivemos, a exigência da escola, a competição, a generalidade. De olhar para cada criança como ser individual, com as suas necessidades e características próprias.
Confesso que invejo esta coragem de mudar de vida, da liberdade, mas acho que não sou essa pessoa de conseguir ter rotinas certas, a paciência e a abertura que o homescooling exige. E seremos suficientes? De quanto de fora precisarão os nossos filhos? E nós? Onde está o equilíbrio?
Também já fizeram essas perguntas?
Mas vejo-lhe coisas positivas. Principalmente, sobretudo, em mais pequenos. Depois à frente é que a porca torce o rabo... [E torce muito quando foge para as matemáticas e químicas...;)] E o unschooling?! O que me têm a dizer??? Hardcore? Chegará a vida para os ensinar?
As coisas que mais questiono é se ensinaria de forma certa, a falta que faz fazer amizades, o recreio, as regras sociais. Se só eu chego para a vida deles. Se uma vida tão isolada é suficiente. Se passamos a donas de casa e professoras que tempo temos para as nossas coisas?! Vamos ficar insuportáveis?
Mas também dou por mim a pensar que a vida corre depressa demais, que os filhos crescem depressa demais e se a correria dos nossos tempos vale mesmo a pena. Onde a posso travar?
Talvez agora que, depois de tudo engrenado, uma filha na primária, outro quase, me chegar outro bebé só me apetece aproveitar ao máximo. Aliás, sempre me apeteceu, mas agora preciso de mais tempo para três.
Sim, invejo um bocadinho isto. Mas é preciso espírito e coragem para esta aventura. Será talvez mais fácil para quem vive no campo, tem muita gente à volta e muita natureza onde buscar ensinamentos [e paz]. Se fosse nessas condições era já. O inverno na cidade deve ser de doidos e o fazer isto sozinha, sem avós, tios, vizinhos, o espírito que se vive fora da confusão torna a coisa mais difícil.
Acho que o meio termo estaria numa escola em doses moderadas. Repartida entre as duas partes. Ou seja, menos tempo. [Era tão bom não era? Que desse para trabalhar só um bocadinho e termos condições para sermos mães mais tempo.] O problema é que por cá ou trabalhas e pagas a educação, ou ficas em casa a contar trocos.
Admiro os pais que deram este passo. E tenho-lhes um bocadinho de inveja. Só um bocadinho.
Foto do livro Socorro! Eles crescem tão rápido!
É incrível como os números do ensino doméstico estão a crescer. Há uma nova onda de voltar a velhos costumes, de travar o tempo de loucos que vivemos, a exigência da escola, a competição, a generalidade. De olhar para cada criança como ser individual, com as suas necessidades e características próprias.
Confesso que invejo esta coragem de mudar de vida, da liberdade, mas acho que não sou essa pessoa de conseguir ter rotinas certas, a paciência e a abertura que o homescooling exige. E seremos suficientes? De quanto de fora precisarão os nossos filhos? E nós? Onde está o equilíbrio?
Também já fizeram essas perguntas?
Mas vejo-lhe coisas positivas. Principalmente, sobretudo, em mais pequenos. Depois à frente é que a porca torce o rabo... [E torce muito quando foge para as matemáticas e químicas...;)] E o unschooling?! O que me têm a dizer??? Hardcore? Chegará a vida para os ensinar?
As coisas que mais questiono é se ensinaria de forma certa, a falta que faz fazer amizades, o recreio, as regras sociais. Se só eu chego para a vida deles. Se uma vida tão isolada é suficiente. Se passamos a donas de casa e professoras que tempo temos para as nossas coisas?! Vamos ficar insuportáveis?
Mas também dou por mim a pensar que a vida corre depressa demais, que os filhos crescem depressa demais e se a correria dos nossos tempos vale mesmo a pena. Onde a posso travar?
Talvez agora que, depois de tudo engrenado, uma filha na primária, outro quase, me chegar outro bebé só me apetece aproveitar ao máximo. Aliás, sempre me apeteceu, mas agora preciso de mais tempo para três.
Sim, invejo um bocadinho isto. Mas é preciso espírito e coragem para esta aventura. Será talvez mais fácil para quem vive no campo, tem muita gente à volta e muita natureza onde buscar ensinamentos [e paz]. Se fosse nessas condições era já. O inverno na cidade deve ser de doidos e o fazer isto sozinha, sem avós, tios, vizinhos, o espírito que se vive fora da confusão torna a coisa mais difícil.
Acho que o meio termo estaria numa escola em doses moderadas. Repartida entre as duas partes. Ou seja, menos tempo. [Era tão bom não era? Que desse para trabalhar só um bocadinho e termos condições para sermos mães mais tempo.] O problema é que por cá ou trabalhas e pagas a educação, ou ficas em casa a contar trocos.
Admiro os pais que deram este passo. E tenho-lhes um bocadinho de inveja. Só um bocadinho.
Foto do livro Socorro! Eles crescem tão rápido!
Tenho falado pouco dos mais manos mais velhos
segunda-feira, março 14, 2016
Eu sei. Já se andam a queixar que eu agora sou só bla bla bla Madalena/gravidez/maravilhas...
Na verdade, eles continuam cá ahahah crescidos, lindos e às vezes feras.
Tenho aproveitado muito tempo com eles e, apesar de algumas asneiras, tudo corre sobre rodas.
O boy tem umas fúrias que só visto, às vezes diz que sou má [em público], vem a Maria e defende-me com unhas e dentes. A girl está outra vez independente e solta, às vezes diz que não mando nela, vem o Duarte e defende-me com unhas e dentes.
Estão ansiosos pela Madalena, [que espero me defenda com unhas e dentes], a escola está a correr muito bem e são super saudáveis. [Lagarto, lagarto. lagarto..] Inverno ileso.
Ariscos e meigos. Muito donos do seu nariz, mas ao mesmo tempo muito agarrados a nós. Mas se os convidarem para algum programa saibam que têm ali dois aliados que no mesmo momento voltam as costas aos pais.
Ele continua sem aceitar que não há Dia do Homem e ela sabequase tudo sobre partos, ciática, cesarianas, etc porque é a maior interessada cusca em conversas de adultos.
Continuo convicta em reter o boy que é de dezembro por mais um ano no pré-escolar para mais um ano de brincadeira apesar de, por causa da irmã, já dizer com que letras se escrevem quase todas as palavras. E continuo a ganhar forças para deixar a girl ir para um acampamento das guias durante 5 dias, o maior tempo que estive na vida afastada dela. Longe para xuxu. E nem quero pensar no autocarro...
Mas tenho de a deixar ir e dar-lhe liberdade até porque não teve uns meses nada fáceis.
E é isto. Uns miúdos iguais aos outros, uma mãe igual às outras, que também ralha, experimenta, falha e acerta como todas.
Porque, como as minhas amigas, sei que vocês também pensam que o meu cão come tofu e que vivemos numa nuvem fofinha sem ralhetes. Que nada minhas amigas. Calha a todas! ;)
[Mas também estas caras ↓ marotas não enganam. Ou enganam?!]
Na verdade, eles continuam cá ahahah crescidos, lindos e às vezes feras.
Tenho aproveitado muito tempo com eles e, apesar de algumas asneiras, tudo corre sobre rodas.
O boy tem umas fúrias que só visto, às vezes diz que sou má [em público], vem a Maria e defende-me com unhas e dentes. A girl está outra vez independente e solta, às vezes diz que não mando nela, vem o Duarte e defende-me com unhas e dentes.
Estão ansiosos pela Madalena, [que espero me defenda com unhas e dentes], a escola está a correr muito bem e são super saudáveis. [Lagarto, lagarto. lagarto..] Inverno ileso.
Ariscos e meigos. Muito donos do seu nariz, mas ao mesmo tempo muito agarrados a nós. Mas se os convidarem para algum programa saibam que têm ali dois aliados que no mesmo momento voltam as costas aos pais.
Ele continua sem aceitar que não há Dia do Homem e ela sabe
Continuo convicta em reter o boy que é de dezembro por mais um ano no pré-escolar para mais um ano de brincadeira apesar de, por causa da irmã, já dizer com que letras se escrevem quase todas as palavras. E continuo a ganhar forças para deixar a girl ir para um acampamento das guias durante 5 dias, o maior tempo que estive na vida afastada dela. Longe para xuxu. E nem quero pensar no autocarro...
Mas tenho de a deixar ir e dar-lhe liberdade até porque não teve uns meses nada fáceis.
E é isto. Uns miúdos iguais aos outros, uma mãe igual às outras, que também ralha, experimenta, falha e acerta como todas.
Porque, como as minhas amigas, sei que vocês também pensam que o meu cão come tofu e que vivemos numa nuvem fofinha sem ralhetes. Que nada minhas amigas. Calha a todas! ;)
[Mas também estas caras ↓ marotas não enganam. Ou enganam?!]

Subscrever:
Mensagens (Atom)



