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O meu parto [e não só uma cesariana]

quarta-feira, agosto 31, 2016
Tive a sorte de ter um fotógrafo na minha cesariana. Há 4 meses, o hospital precisava de imagens de um parto deste tipo em que a mãe quisesse fazer pele com pele e quando viram o meu plano de parto perceberam que estávamos alinhados. 
Só nos largámos já no recobro e apenas para a vestirem. Nao foi limpa, nem aspirada e a vacina foi dada em cima de mim. Aqueceu-se junto a mim e sincronizámos respirações. Acalmou-se e aprendeu a mamar. Fomos juntas, como uma só, da cama para a maca que nos levou para o quarto. Hoje voltei a rever estas fotos (há outras que acho lindas mas que nem toda a gente pensa o mesmo) e lá voltou aquele sentimento colossal de, quando tudo corre bem, os ter [imediatamente] junto de nós, [seja cesariana ou seja parto dito normal.] Como eles precisam e como nós precisamos deles. Obrigada #hsfx pela melhor experiência da minha vida e a estas mãos maravilhosas que seguram a minha terceira bebé [porque a cesariana não tem de ser apenas uma cirurgia, pode também ser humanizada e carregada de amor]


Este fim de semana

segunda-feira, agosto 29, 2016
Tivemos uns anos duma querida amiga  aqui e foi tão bom. Ver Lisboa ao fim do dia, as praias da linha, a Boca do Inferno e o Guincho. Achei que tinha tirado muitas fotos mas afinal diverti-me foi mesmo muito.
Estava tanto a precisar de um momento assim. Quer dizer... Estou a ser fútil. Isto até foi pedir demais. Um abuso. Ok. Não merecia de todo.
(São estas as míseras imagens que tenho de um dia espetacular. Desculpem lá. ;))







A minha baby

domingo, agosto 28, 2016
Manalena. É assim que o mano a chama. Não tinha percebido até há pouco tempo.
A Manalena, pesseguinho, a bebé da família.
É amada até à exaustão por todos. Se chora vai tudo a correr, se ri pára tudo para não deixar escapar o momento, se dorme queremos que acorde para a podermos voltar a abraçar.
Isto tem sido um namoro pegado. Tudo o que tem a ver com ela é lei para os manos. Vai mandar em todos, vão ver. É raro chorar, é dorminhoca e muuuuuiiito comilona. É muito atenta a tudo e fica muito quietinha quando o Buddy lhe vem lamber os pés. Já agarra para morder, já começa a perceber o que a rodeia. Gosta de calma e de poucas confusões, mas já dormiu que nem um anjo numa feira daquelas de carrósseis e nas Festas do Mar. Faço tudo com ela atrás porque é imprevisível nas horas de mamar. Adora beijinhos e morre de cócegas. Cresce de dia para dia e todos os dias é mais um bocadinho nossa e dona do nosso coração. 


A minha girl

sábado, agosto 27, 2016
Do cotovelo destruído já não há vestígios, tirando uma pequena cicatriz. Está quase a fazer um ano em que pensei que ficar com limitações para a vida. Agora só nós, pais, conseguimos perceber qual foi o lado que partiu. 
Quando gosta, é a miúda mais focada que conheço. E não se deixa afetar com impossibilidades. Adora desporto e é a grande companheira do pai no boxe e no Jiujitsu. Já faz pinos e rodas como se não se tivesse passado nada. E ama tudo o que é ginástica e dança. 
É um dos seres humanos mais fortes que conheço e foi para mim uma verdadeira lição e professora a provar que nada é impossível e que tudo pode acontecer. Basta querermos e não aceitarmos o que é nos dado como definitivo. [e obrigada ao espetacular fisioterapeuta Nuno Morais de quem está cheia de saudades e até já fala em partir mais alguma coisa só para lá voltar...]

O meu boy

sábado, agosto 27, 2016
É por causa dele que, vai na volta, encontro maçãs podres debaixo dos sofás, que tenho paredes de casa artísticas, que o cão rosna, que a bebé se ri à gargalhada, que descobri porque se diz que os meninos são apaixonados pelas mães, que com um filho não se pode relaxar, que lido com birras, que recebo os maiores abraços, que me delicio com boas gargalhadas que acabam já sem ar espojado no chão, que oiço as coisas mais inteligentes e questões para refletir, que tenho nódoas negras nas pernas por ser tão distríado que se esquece que as tenho, que repito mil vezes a mesma coisa, que discuto roupas e cortes de cabelo, que me atraso, que fico de boca aberta com a independência.
Está tudo aqui à flor da pele. O mau e o bom, a felicidade e a tristeza, a comédia e o drama.
Adoro-o com todas as minhas forças. Que, às vezes, são poucas também por causa dele. ;)
[Mãe, a sério que me posso molhar todo?!]