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Amuadona comigo.

sexta-feira, novembro 11, 2016
Baby Madalena ao terceiro dia de escola amuou comigo. Mas em versão desprezo total. Já vos aconteceu?
É que nem olhava para a minha cara. Sorriso para a direita, sorriso para a esquerda e ali no meio onde eu estava... vazio completo.
Foi temporário é certo [que as crianças têm essa enorme capacidade de perdoar] mas matou-me.
Passei a tarde a apertá-la e (no meu interior) a pedir-lhe desculpa.
Lá esteve ótima. Dormiu bem, comeu bem e estava fascinada com tantos brinquedos.
Mas chega aquela altura em que quer a sua sobremesa, aquela que só eu posso dar, e grita. Por mim. 
Quando a vou buscar dou-lhe logo ali. Num ato mágico entre mãe e filha.
A amamentação, que tem sido exigente porque a menina é de muito alimento e reclama-o de duas em duas horas e de noite também, também tem sido uma benção. Mesmo já tendo iniciado os sólidos e de já espaçar mais, continua a querer mamar a seguir e, por isso, iniciei um pouco mais cedo a sua entrada na escola, calmamente, mesmo não tendo começado a trabalhar. Para ver se se habitua a ficar bem quando eu não estou. 
Deixo-a de manhã, depois de pôr os manos, e tenho ido buscá-la, gradualmente, antes da sesta. Ao início nem saía do recinto da escola. No primeiro dia esteve uma hora e meia e hoje ficou bem (a) mais. Falhei a hora e já estava a dormir.
Fiquei em nervos à espera que acordasse. Que saudades.
Apertei-a muito e matei o tempo perdido.
Em casa , de dia já a ponho a dormir na cama de grades, mas à noite ainda dorme assim
Vivemos em modo super prático (sempre pronto e se me atraso a dar-lhe a sopa não morre de fome) mas também ao mesmo tempo exigente porque ninguém o pode fazer por mim. (Nem eu queria lol)
Retira-me alguma toda a liberdade, ainda não voltei como deve ser ao ginásio, praticamente não tenho vida própria, tenho falhado e perdido muitos compromissos/oportunidades, profissionais e pessoais, pegado pouco na máquina, atrasado este blog, perdido a conta aos emails, mas não trocava por nada. [Sei que me compreendem.] Este é aquele tempo que tanto se fala. Aquele que não volta atrás. 

Os bebés preferem as mães.

quinta-feira, novembro 10, 2016
Por muito que isto custe esta é a verdade. Se os bebés tivessem voz votavam nas mães. Ficar em casa com as mães, ir para o trabalho com as mães, andar colados às mães.
Sei que as educadoras, que tanto amor-substituto dão, não vão levar a mal. Aliás, muitas educadoras/mães dizem ter sentido o mesmo.
Não há amor como o primeiro.
Pode discutir-se se fará melhor à mãe, se estaríamos afundadas em monólogos de fraldas e de baba, se uma carreira a longo prazo nos libertará do síndroma do ninho vazio mais tarde... mas nunca apresentem um boletim de voto ao vosso bebé em relação à separação. Ele vai vetar!
Deixar um bebé na creche é para muitas mães o segundo corte do cordão. Mas o cordão tem dois lados, duas ligações. E a expressão do "custa mais a nós que a eles" nem sempre verdade.
Custa mais até a eles, mais cedo ou mais tarde, mas a tristeza confunde-se com fome, sono, uma febre, uma rabujice. E faz bem? Com quantos meses? 3, 4, 5, 6, 7, 8? Qual a idade certa para os libertar? Para cortarmos o laço?
Ou isto é só uma imposição da sociedade, do mercado de trabalho, do consumo, da nossa própria independência. De sobrevivência. E que depois nos é colocado como "é bom para os dois"?!
Será?
Faz bem a todos grita a sociedade mas não será apenas uma expressão simpática de consolo? Faz bem a umas coisas mas a outras nem tanto. É como em tudo. Mas talvez seja apenas porque tem de ser, não?
A verdade é só uma: O bebé gosta de estar com a mãe. Este é o seu mundo. O outro é alternativo e não quase nunca deixa escolha. Porque se houvesse, a cruzinha dele seria posta no quadradinho Mãe.
Até que o caminho da independência seja feito, a seu tempo, a dependência da mãe não é um drama. E não devia ser descriminada ou vista como um acto de preguiça. É, aliás, uma caminhada de conforto, confiança, construção de personalidade. E não é tarefa fácil para a mãe. É exigente e trabalhoso. Para depois, já mais crescidos percebam que a mãe está sempre ali, coladinha ao seu coração e que o tempo e a distância não fazem mudar nada.


O começo.

domingo, novembro 06, 2016
Amanhã começamos aquilo que vai ser o início da nossa nova vida.
Vou começar a preparar o meu regresso ao trabalho que é no fim do mês e deixar a baby Madalena na creche. Vou aos poucos. 
Começa por ir um bocadinho comigo, noutro dia já a deixo sem mim, num dia almoça, noutro faz a sesta, até eu me sentir forte e ela segura.
Está-me a custar muito esta separação. Foi com ela que partilhei logo na gravidez a peripécia com o cotovelo da mana mais velha, o stress, o desconforto da cadeira do hospital. A quem dormi agarrada e onde fui buscar forças. Foi ela que me obrigou a mudar de carro e de casa. Foi com ela que fiz uma obra e uma mudança. Foi com ela que fui senhora das minhas escolhas de mãe, sem dúvidas ou hesitação. Fiz tudo como queria. 
Foi com ela que descobri a paz no meio do stress do final do dia. Foi por ela que deixei de ter tempo livre ou o tão falado "tempo para mim". E graças a ela nunca lamentei nada disto.
Arranjo mil argumentos para me animar mas desta vez, por mais estranho que pareça, ainda me está a custar mais. [E sempre me custou horrores.]
Esta bebé ainda é muito agarrada à mim e à minha maminha e está a ser difícil esta separação. Mama de dia e de noite, no carro, em casa, na rua, quando e onde dá jeito. E mesmo depois de uma sopa gigante com carne e massa/arroz (é mesmo comilona) e fruta quer vir mamar.
Tentei preparar o nosso afastamento mas a missão não é simples e não consigo deixá-la a chorar se o que quer está mesmo aqui. 
Das duas únicas vezes que estive sem ela, uma tive de a ir buscar e a outra como estava o mano fez-se. Mas mal me viu pediu o que é seu por direito.
Queria que, a esta altura, já só mamasse de manhã e à noite mas é isso e também todas as outras vezes que pede.
Talvez na escola isto se resolva melhor.
{Entretanto nasceu já o primeiro dente e foi uma festa cá em casa com tudo a querer comprovar o facto.}
Por isso, amanhã, não falem comigo. Vou estar um caco por me separar desta minha coisa querida, doce e comilona.








Fechada para obras!

quarta-feira, outubro 26, 2016
Há alturas em que não chegamos para tudo. Que precisamos de filtrar e escolher.
Não que ache este sítio pouco importante, mas foi o que mais sofreu a minha falta de tempo.
Foi assim que estive nos últimos tempos mas espero voltar a pôr tudo em ordem.
Sei que vão compreender que é só até me reorganizar. 
Acredito que todas já tenham passado por fases assim. Boas, mas tão intensas que temos de escolher porque nos sentimos a perder terreno para o que a vida nos traz.
Volto já, já, sim?!
E vou trazer novidades. A vida a caminho da nova casa, como tem sido juntar obras, mudanças e amamentação, preparação para o regresso ao trabalho e a tristeza antecipada de me separar da minha bebé, a vida dela com os sólidos, a falta de disponibilidade para o blw [mas a vontade dela de trincar], etc...
Esperam por mim?
Mil beijos
Foto para aqui. Vão espreitar e digam o que acham destas fotos... Eu amei tirar. Parecia tinha perdido a mão mas afinal fiquei mesmo feliz com o resultado. Saudades de fotografar.

Os meus "entas"

quinta-feira, outubro 06, 2016
Fiz ontem 40. Lembro-me dos meus pais terem 40 e eu os achar com os pés para a cova.
Não me sinto de todo assim e cada dia que passa gosto mais do meu presente, da minha confiança, da minha tranquilidade, das minhas 3 bênçãos e do que tenho vindo a construir a dois. 
Foi um dia normal entre obras já que estou a mudar de casa. E em família. 
E um dia que, mais do que pelos "entas", vai ficar para a história porque no restaurante o meu boy pegou na ementa e desatou a ler: entradas, peixe, Lula, bebidas, pudim, azeite, Vinagre, e rematou com um balsâmico. Ninguém o ensinou a ler. Sabia as letras e chegou lá sozinho. 
Ficámos todos de boca aberta com esta novidade.