Parar.

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Estes 6 anos de maternidade pareceram 6 meses. Veio a Maria, veio o Duarte, veio o livro, veio o blog, veio o horário das 6h30 da manhã, veio a fotografia, vieram mil emails, veio o cão, veio a patinagem da girl… Veio também o horário da escola pública e ir buscá-los muito cedo. Não é muita gente, nem um exagero de coisas, eu sei, mas adaptar tudo isto – tudo ótimo – tem exigido muito de mim. Principalmente do meu sono. 😉
Comecei a ver por onde cortar para falhar o menos possível. Cortei no facebook pessoal, marquei dias para os amigos e família, cortei no supérfulo e no mais longe, apostei no que realmente interessa, ando de agenda no telemóvel e em papel atrás, para falhar o menos possível.
Mesmo assim ainda confundo dias e datas – os anos das pessoas Meu Deus!!! – e esqueço-me de alguns emails.
A minha sorte são as pessoas queridas que me acompanham há já tanto tempo e que perceberam na loucura em que a minha vida se tornou e lá me vão desculpando… e reenviando os emails. 😉
No meio de tudo isto nunca me senti tão feliz e tão calma. [Tirando as dores de costas] acho que nunca me senti tão bem em nenhuma idade como agora. Estou mais confiante, [alegre sempre fui], mais energética, mais agradecida – tenho muito mais para agradecer – e vivo cada dia como único e especial.
Não odeio niguém, continuo a fazer amigos, e guardo mais tempo para o meu marido. Tenho mais rugas, o meu corpo não é o mesmo que antes, mas não me importo. E acredito piamente que as rugas são de me rir tanto. Ah e mais cabelos brancos que este ano resolveram pintalgar a minha cabeça {e que afinal não são, como se diz, cada um o resultado de uma preocupação porque já tenho muitos.} Temos comido cada vez melhor, cada vez mais biológico, menos doces e porcarias, tenho até ido feito mais exercício e respirado melhor. [Na verdade ando a aprender respirar, coisa básica e essencial que percebi que não pratico.]
Tenho recorrido à homeopatia e não tenho tomado remédios. [Nenhuns.] Temos tido muita saúde. [Este é o meu maior agradecimento!]
Não posso pedir muito mais. Ando aliás a pedir menos, coisas , consumo, tralha em casa.
Os meus filhos estão cada vez melhores desde que tento ser uma mãe Mindfulness [ainda que cheia de falhas] e mesmo sendo espevitados já sinto que as birras diminuiram e que a “obediência” está muito melhor. No outro dia dois amigos comeram gelados e eles não pediram. [inédito para quem sabe como são os meus filhos e os doces] e esses mesmos miúdos a não irem para o carro com a avó quando ela pedia e os meus à primeira vieram-se embora. [inédito para quem sabe como são os meus filhos e o ir embora].
Estou por tudo isto, a sentir-me bem, aqui e agora, e por muito que tenha sido feliz toda a minha vida, nunca antes me senti tão completa.

“Be happy in the moment, that’s enough. Each moment is all we need, not more.” 
― Madre Teresa
( e outras citaçoes que me fazem bem.)

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