Carta aos meus filhos #9

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Queridos filhos,
daqui mãe.
A vida não é preta ou branca. Um dia vão perceber isso. Com sorte vão conseguir ver que mudar de ideias não é uma fraqueza.
O que é certo hoje, não o é amanhã. E é sempre melhor voltarem atrás e acertarem a rota, do que seguirem no rumo errado. Isso não é cobardia. É esperteza. Tenham sempre essa coragem.
Tentem não seguir as ideias dos outros, antes de ouvirem a vossa. Façam sempre as 3 questões ao coração: Magoa alguém? Ajuda alguém? Ajuda-me a ser melhor pessoa?
Naquela altura que está entre a infância e a maioridade [vá lá, até um bocadinho depois] nem sempre temos a segurança e a auto-estima para todas as alturas. [Todos passamos por isso]. Mas temos a consciência.
Pensarem no pai e em mim pode ajudar. Mas principalmente, queridos filhos, se algo acontecer, saibam que estaremos cá para tudo.
Para tudo mesmo.
Não só do bom se constróiem relações. Os maus acontecimentos aproximam tanto quanto os maravilhosos.
Estamos a tentar fazer crescer essa confiança em nós. Sabemos que isso não parte de vocês, é o nosso trabalho. Sermos dignos de muitas das vossas confissões. [Não é preciso todas, claro.] Nas dores, nas alegrias, nas asneiras, nas encruzilhadas.
Ter filhos é uma aventura. Educar é uma montanha russa. Nós vamos na carruagem da frente a tentar não vos mostrar que temos medo. Ele vai travar o amor e a alegria da viagem. Resta-nos esperar um bom trabalho, pelo menos feito com amor, e que chegue para vos fazer pausar antes do salto.

Adoro-vos,
mãe.

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