Pensei muito se deveria escrever este texto

Tempo de leitura: 2 minutos

mas seria impossível não vir aqui agradecer com toda a minha gratidão ao hospital de Cascais, e em especial à Dra Teresa.

Sabem aquelas chamadas seguidas não atendidas da escola que não queremos ver no nosso telefone?
Um braço partido e cheguei, de mais longe, mais depressa ao hospital que a ambulância. Uma pessoa nem dá pelo caminho, só quer estar perto.
Seguimos já juntas a pensar que duas horas [e um gesso para pintar] depois tudo ia estar bem.
Afinal a palavra “complicado” começa a ecoar por todos os lados e damos por nós a analisar as reações dos médicos, os telefonemas que fazem, as equipas que se juntam, as expressões, as conversas paralelas, os olhares. 
O cotovelo da minha filha estava desfeito e nada garantia que tudo ficasse como antes. 6 horas depois estava a vê-la adormecer com uma anestesia geral, acompanhada pelos mais horríveis pensamentos.
Duas horas depois, alguns ferros e um alívio enorme tinha a minha menina calma, a dormir e sem sinais de dor. Estava tudo bem!
De manhã acordámos com a notícia que teria de ser outra vez operada. Agora. Assim não ia mexer os dedos. Os ferros tinham mexido devido à fratura instável que tinha sofrido e quando tudo parecia já estar bem, ali ia a minha bebé outra vez, assustada, na maca e eu a tentar mostrar tudo o que me faltava cá dentro. Em 5 minutos estava tudo a repetir-se mas o medo tinha duplicado.
Segunda anestesia geral e muitos pensamentos depois e começamos aqui o caminho para a total recuperação.
Esta não é uma história de vida ou de morte [apesar de tudo nos passar pela cabeça] mas eu senti-me noutro mundo. Ainda estamos no hospital a ganhar confiança.
Vou agora ter menos tempo para vir aqui apesar de estar quase a sair o novo livro.
Se o virem por aí mandem-me fotos. Serão como um abraço. 
E acabo como comecei. Não há palavras para o amor que vivi neste hospital e as pessoas que me animaram, a confiança que deram à minha filha. Nunca o esquecerei. E à Dra Teresa, que pós-turno, estava a vestir pela segunda vez a bata, determinada a salvar os movimentos da minha filha. Às tantas não são pessoas. São anjos.
*caso não consiga vir aqui o lançamento é dia 23, quarta-feira, no 7o andar do El Corte Inglês. A girl não deve ir e isso parte-me o coração. Apareçam. Vou adorar. E desculpem de não conseguir responder às mensagens.

31 thoughts on “Pensei muito se deveria escrever este texto

  • Oh Rita que situação, nestas alturas tudo nos passa pela cabeça é verdade mas o que importa agora é uma boa recuperação e para isso muito descanso. As melhoras.
    Beijinho grande

    Margarida

  • Rita um grande beijinho de coração e as melhoras da girl. Eles são sempre tao frágeis aos nossos olhos que o nosso coração fica tão pequenininho e então numa situação dessas… mas eles são rijos, com uma força incrível e cheios de vida. Vai tudo correr bem e parabéns às equipas hospitalares que se desdobram na vida pessoal e profissional para fazerem o bem e nos darem um aconchego nestas alturas mais sofridas 🙂 um grande beijo

  • Venho muitas vezes aqui sem comentar. Mas hoje é preciso. De mãe para mãe: muita força, muita energia positiva e um grande beijinho! Eu sei como fica o nosso coração. Mas eles são tão mais corajosos do que nós nestas alturas. Atiram-nos ao tapete. As melhoras da princesa e um grande xi coração para ela, que um dia vai contar esta história como uma grande aventura! E beijinhos ao mano que deve estar com o coração de menino a doer muito. Muita força a todos!

  • Força Rita… não é fácil… digo por experiência própria porque em junho deste ano a minha partiu o rádio junto ao pulso e fiquei doida quando me disseram que possivelmente teria que ser operada para recuperar o ângulo… felizmente não foi preciso mas essa hipótese só foi posta de lado pela equipa médica após o raio-x que fez em agosto. Por isso imagino o coração da Rita ao ver a Maria sujeita a duas operações e anestesias gerais 🙁 Agora só o tempo e muuuuuita paciência… e juízo para que a recuperação seja o mais breve possível! Juízo, coisa que nem sempre é possível nestas idades…

  • Querida Rita, fiquei de coração apertadinho, mas VAI CORRER TUDO BEM, ela vai ficar bem, e a Rita é uma mulher cheia de força, há-de conseguir transmitir-lhe tudo o que é preciso nesta altura. Um beijinho muito grande e as melhoras

  • Oh Rita, nem sei que lhe diga! A minha filha que anda na escola da sua princesa disse-me que uma menina tinha partido o braço!!!! Estava tão longe de imaginar que seria a sua…. .-( Um forte abraço para lhe dar toda a força que precisa para enfrentar este momento! E logo, logo a Girl estará de regresso à rotina da família!! E claro, quando estiver bem…queremos uma foto bem caprichada! <3

  • Querida Rita,

    Vivi uma situação semelhante o ano passado, também a minha Leonor fracturou o cotovelo e teve que ser operada (Hospital D. Estefânia) por uma médica fantástica que lhe salvou os movimentos do cotovelo, ficou com uns fios (Kishner) que foram retirados mais tarde (cerca de 3 semanas), não foi fácil, a angústia que sentimos nos primeiros tempos sufoca-nos, mas as nossas crianças são fantásticas e recuperam milagrosamente, após retirar o gesso e os fios seguiram-se semanas de fisioterapia, alguns dos nervos tinham sido afectados e precisavam de ser recuperados, correu tudo muito bem e hoje ela está totalmente recuperada. O acidente aconteceu e Julho do ano passado e só em Julho deste ano é que ela teve alta, é mesmo assim, tem tudo a ver com a recuperação e crescimento. Não a conheço, mas não posso ficar sem lhe deixar aqui um grande beijinho para a Princesa e também para si coragem que vai passar como digo tantas vezes à minha Leonor.

    Carla

  • Um Grande, Grande beijinho!
    Sei bem o que é estar assim, aflita de coração perdido… O ano passado foram também duas cirurgias, duas anestesias gerais no espaço de 8 dias. Nem queria acreditar… Pode acontecer-nos tudo, mas aos nossos filhos, só Deus é que sabe o que isso nos faz. Mas, realmente, somos capazes de muito mais do que pensamos, e aguentamos tudo para que eles não se apercebam do nosso sofrimento. A verdade é que os miúdos têm uma capacidade de aguentar as situações de uma maneira surpreendente, muito melhor do que nós, parece-me…
    As melhoras rápidas e muita coragem!
    Faço votos que tudo corra muito bem, nunca comentei antes, mas hoje pareceu-me que talvez ajudasse…

  • As melhoras da sua menina vai correr tudo bem.
    Quando os vemos numa maca de um hospital eles ficam – ainda – mais pequeninos e nós sentimo-nos impotentes.
    O meu mais velho partiu já os dois braços: o cotovelo direito e o antebraço esquerdo. Ele já nem se lembra bem, eu nunca irei esquecer.
    Tudo a correr bem
    Nany

  • Muita força Rita. O serviço de pediatria do hospital de Cascais é fabuloso. Falo por experiência própria pois passei por um sufoco insuportável com o meu filho e a equipa foi incansável.
    Espero que fique tudo bem depressa!
    Beijinhos. MB

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