E as saudades…

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Estamos nós sossegaditas no trabalho
– no nosso canto sem maçar ninguém –
e lembramo-nos daquela luz,
daquele brilho que nos ilumina a vida?!…
Parece muito tempo.
Começamos por recordar uma história, 
um momento, um sorriso,
a carinha deles 
– normalmente nestas alturas são anjos fofos e
imaculados, que nunca fizeram uma asneira 
e nem uma vez nos cansaram –
e o nosso peito não aguenta a (tanta, mas tanta) saudade.
(Descansem os patrões não é sempre nem a toda a hora,
dá-nos de vez em quando, mas quando dá…)
E dou por mim a apertar com força
o presente da querida Maria
que parece ter entendido o que sentem as mães 
quando não sentem os filhos.
E saio, nervosa, ansiosa 
– prometo sem passar dos 120km –
para os abraçar. Para os apertar!
E quase oiço o meu coração
(apertado, comprimido, enrugado)
ao compasso dos segundos que faltam 
para os ter outra vez. 
Para depois aqueles bracinhos 
à roda do meu pescoço
me darem de novo a sensação de que 
sou perfeita, assim. Sou completa.
Que nada faz sentido sem o calor deles,
sem o amor deles.
Que eles são a minha morada,
onde sou quente e amada.
E o tempo parou,
porque
– com aqueles dois –
assim é a minha casa!
(Ufa! que tinha tanto aqui dentro para deitar fora)

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