Sobre os meus versos…

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Sempre os gostei de fazer.
São simples e tímidos
entre a gigante herança
de uma família de poetas e escritores.
Fazia-os de presente,
assim como a minha irmã,
e oferecíamos a toda a família.
Eram as nossas ofertas nos anos, no Natal,
nas datas mais importantes,
ou, simplesmente,
num altura sem grande importância,
só para dizermos
o quanto gostávamos da pessoa.
(E que até lhe conseguíamos acrescentar um grau de dificuldade
para parecer um amor ainda maior)!
Continuaram os versos
e mudaram os protagonistas.
Vieram para amigos,
para namorados
ou para aqueles que gostava
que fossem.
Comecei o livro com uns para 
o Duarte na minha barriga.
Não são versos. São mais Cantigas.
Um amigo meu dizia que eu era uma cancioneira
e, realmente, os meus poemas ficavam bem
era espetados em manjericos
ou numa marcha de Lisboa.
Uma prima encomendava-me.
Juro.
Se gostava de alguém, resumia-me
a história de amor, pequenos detalhes,
e depois entregava-lhe esta prova falsa
como se fosse dela.
E eu não me importava nada!
Sempre que algo me inquieta,
me alegra ou entristece, me emociona,
lá vem uma quadrazinha
para deixar sair um pregão
que se esconde no meu coração.
Veem? 😉

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