Como fazer filhos felizes em 10 passos

Tempo de leitura: 5 minutos
“A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes”. 
Oscar Wilde

A minha missão no mundo é fazê-los felizes. Nada me daria mais prazer nesta vida que chegar a velhinha, sentada numa cadeira de baloiço, rodeada de netos e os meus filhos me dizerem que o foram. Que o são!
Fazer feliz não é fácil. Não é não repreender ou castigar, não é não os elogiar ou enaltecer. Não é mimar de menos, nem demais. 
Nunca saberemos se são feliz por nós, ou se por eles. Se nascem assim, se se tornam assim. Mas temos de insistir. Temos de mesmo, porque essa é a nossa herança. O melhor que lhes podemos  deixar. 
No final, é isso que interessa. Não são as boas notas, nem os empregos que tiveram, nem o dinheiro que fizeram, nem se são donos ou se trabalham por conta de outrem, mas a felicidade com que enfrentaram a vida, os sorrisos que deram nas vitórias, como deram a volta às tristezas, de que forma se levantaram para enfrentar as dificuldades.
Sou uma mãe em construção e escrevi isto para nunca me esquecer!
1. Conhecê-los melhor que ninguém
Não são todos iguais, não reagem sempre da mesma forma, não estão sempre bem. É importante sabermos quem são, como são e agir de acordo com isso. Um irmão não é igual ao outro e não os devemos tratar segundo receita. Passar tempo com eles, dedicar-lhes atenção, ter momentos só para eles, dedicados a 100% e então depois ir fazer o jantar. Vê-los no campo, na praia, no inverno e no verão, em todas as estações, sozinhos, com amigos. Estar presente e dar-lhes espaço. 
2. Brincar como se tivesse 5 anos
Vá, ainda anda aí a criança interior ou não? Rebolar no chão, fazer trabalhos manuais, pinturas, colagens, saltos, cócegas,  gargalhadas, fantasia, teatros, profissões. Pode parecer básico mas as crianças conhecem o mundo e a si próprias na brincadeira. Comece este ritual na sua vida desde que eles nascem. Do mais calmo, em bebés, até mais “maluco” mais velhos. Brinquem na e com a natureza. Apanhem conchas, pedras, paus, dêem-lhe uma nova vida. Brincar é a coisa mais séria para formar a personalidade dos nossos filhos. 
3. Construa um ambiente saudável
Claro que é bom ter pai e mãe. Mas o melhor mesmo é ter um ambiente bom à volta. Não interessa ter tudo certinho e esse certinho ser o caos. Ou uma aparência. As crianças querem é verdade. E não são as discussões normais – aquelas que toda a gente tem – que os magoam. Discutir saudavelmente, até estar zangado com o companheiro, as crianças entendem e o mundo é assim. Os ambientes dúbios e falsos é que deixam marcas, mesmo quando são silenciosos.
4. Encare a vida de forma positiva
Não é preciso ser uma palhaça mas ver a vida de forma alegre, confiante vai refletir essa energia boa neles. Esqueça o medo e as inseguranças. Eles também formam a sua personalidade ao olharem para nós. Os seus primeiros e maiores ídolos. Sabiam que o medo é hereditário? Por isso muitas pessoas têm medo de ratos, aranhas, andar de avião… Viram os pais reagir assim e ganharam o receio deles. Ou seja, há sempre uma volta a dar e nunca se sabe o que a vida nos reserva. Até lá é vermos o lado bom das coisas.

5. O balanço entre a galinha e a liberdade

Deve ser o mais difícil na paternidade. Saber quando e quanto se deve proteger, quando e o quão alto os devemos deixar voar. Não diga sempre que não. Às vezes eles têm de ir para experimentarem por eles próprios. É como nas visitas de estudo. Sabemos que é bom irem mas temos medo da viagem. Respire fundo e deixe. Há coisas que nunca iremos controlar. 
6.  Argumentar não é má-educação
Há formas e formas de se discutir assuntos e de se chegar a um acordo. Antigamente as crianças comiam e calavam e o nosso país era pouco aberto a argumentos. Mas são super importantes. As crianças, mesmo que não tenham razão e acabem por perder, estão a fazer um raciocínio e a passá-los para palavras. Estão a aprender a falar com um adulto, a ver outras ideias e a, no limite, conhecerem um não. Não é ter a mão na anca e o pezinho a abanar a chamarem-nos totós. Mas a explicarem o seu ponto de vista e a receber o nosso.

7. Mãe sã, filhos sãos

É impossível que eles estejam bem se você não estiver. A sério. Já devem ter percebido que eles são hiper espertos e apanham tudo. Trate de si. Mental e fisicamente. Dê passeios, faça coisas que gosta. Mais vale uma hora a menos com eles dedicada a si, para o resto do tempo ser em bom. Eles agradecem.
8. Ensine-o a gostar dele
Não deve incentivar o seu filho a esconder os sentimentos, como aquela de um homem não chora. A alegria, a tristeza, a frustração, a fúria, tudo vale para eles se conhecerem, para perceberem que podem ser eles sempre, na sua essência. os homens choram, as mulheres também, e não há mal nenhum nisso. 
9. Perfeição não existe
Uma coisa é estimular a auto-estima do seu filho, elogiá-lo pelos seus feitos e conquistas. Outra coisa é colocar as expectativas tão altas que eles vão achar que não estão à altura. É sempre melhor o discurso do “dá o teu melhor mas diverte-te”, do que o “tens de ir e ganhar”.  Não há filhos – nem pessoas – perfeitas e se há não têm graça nenhuma. Elogie as conquistas mas nunca o pressione a ser o melhor. Até porque isso já ele é… para si!
10. Não se culpe
Não viva com remorsos, com pena, com mágoas. Guarde a chibata e siga. Não se puna porque falhou. Explique porque falhou. As crianças são super compreensivas e têm uma enorme capacidade, não só de perdoar, como de esquecer e dar novas oportunidades. Dê o seu melhor. Isso chega!

{Escrito com o maior amor do mundo e sem intenção de dar lições}

Fotos: Crush

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