A minha vida sem eles.

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Sábado foi um dia de doidos. Fotografei uma marca de roupa de criança, onde também estavam as minhas, de manhã. Depois à tarde fotografei um batizado.

Tudo uma correria das boas principalmente a primeira onde fui profissional com os meus filhos, o que diga-se que é uma loucura.

É mesmo por amor – a fotografia – porque para quem tem outro trabalho fixo o tempo é escasso e há muito que se perde.
É óptimo quando as sessões são durante a semana e não tenho de prescindir de tempo com eles. Mas nem sempre é possível.
E foi esse o caso. A meio da primeira sessão, o meu marido foi buscá-los e foram os 3 para o Alentejo.
Entre a pena de não ir e o saber que iam amar foquei-me no trabalho para não pensar mais nisso.
Mas as saudades foram crescendo.
De vez em quando lá vinha a preocupação da viagem, em fim-de-semana chuvoso de carnaval, a alimentação, os casacos, se parava numa estação de serviço para fazerem xixi, os mil cuidados de quem vai para o campo…
Fui ligando entre pausas no trabalho, nem sempre do outro lado me atendiam. {Estavam entretidos.}
Tudo terminado ao fim da tarde e vim para casa.
Escrevi o post anterior que já estava semi alinhavado desde o almoço sozinha no burguer king (era o mais perto e mais rápido). 
E sentei-me sozinha a picar canais. Ao principio foi óptimo. Estava exausta e há tanto tempo não estava assim.
Mas o tempo foi passando e comecei a sentir-me estanha.
Pensei nas vezes que ralho com a desarrumação da casa, com as asneiras, com as vezes que me queixo do cansaço, de não ter um segundo para mim… Eu não quero ter um segundo para mim. (Quero mas naquele momento irritei-me por todas as vezes que disse isto.)
Comecei a pensar na viagem de volta e a escalada de pensamentos negativos veio por ali acima. (Já vos aconteceu?)
O meu coração chegou mesmo a disparar de medo, com uma sensação que não conseguimos controlar. E a passar rápido os canais de notícias com medo das más.
Ligam-me da viagem a dizer (e a chorar) que têm saudades minhas, se hoje podem dormir na minha cama…
Até que ouvi a chave na porta. Os dois ao colo a dormir e, eu que estava casa, vi chegar a minha casa a mim. E o alívio foi tanto, e o amor foi tanto, que prometi deixar de refilar tanto quando estão, porque quando não estão é que me faz mal.
Agora tenho um na minha cama com febre – talvez por saudades – sitio para onde vêm sempre nas doenças, nos pesadelos ou quando nem sei porquê. E, aqui estou. Nem cansada me sinto, só de perceber a benção que é tê-los comigo, todos os dias, perto do coração.

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