O começo.

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Amanhã começamos aquilo que vai ser o início da nossa nova vida.

Vou começar a preparar o meu regresso ao trabalho que é no fim do mês e deixar a baby Madalena na creche. Vou aos poucos. 
Começa por ir um bocadinho comigo, noutro dia já a deixo sem mim, num dia almoça, noutro faz a sesta, até eu me sentir forte e ela segura.
Está-me a custar muito esta separação. Foi com ela que partilhei logo na gravidez a peripécia com o cotovelo da mana mais velha, o stress, o desconforto da cadeira do hospital. A quem dormi agarrada e onde fui buscar forças. Foi ela que me obrigou a mudar de carro e de casa. Foi com ela que fiz uma obra e uma mudança. Foi com ela que fui senhora das minhas escolhas de mãe, sem dúvidas ou hesitação. Fiz tudo como queria. 
Foi com ela que descobri a paz no meio do stress do final do dia. Foi por ela que deixei de ter tempo livre ou o tão falado “tempo para mim”. E graças a ela nunca lamentei nada disto.
Arranjo mil argumentos para me animar mas desta vez, por mais estranho que pareça, ainda me está a custar mais. [E sempre me custou horrores.]
Esta bebé ainda é muito agarrada à mim e à minha maminha e está a ser difícil esta separação. Mama de dia e de noite, no carro, em casa, na rua, quando e onde dá jeito. E mesmo depois de uma sopa gigante com carne e massa/arroz (é mesmo comilona) e fruta quer vir mamar.
Tentei preparar o nosso afastamento mas a missão não é simples e não consigo deixá-la a chorar se o que quer está mesmo aqui. 
Das duas únicas vezes que estive sem ela, uma tive de a ir buscar e a outra como estava o mano fez-se. Mas mal me viu pediu o que é seu por direito.
Queria que, a esta altura, já só mamasse de manhã e à noite mas é isso e também todas as outras vezes que pede.
Talvez na escola isto se resolva melhor.
{Entretanto nasceu já o primeiro dente e foi uma festa cá em casa com tudo a querer comprovar o facto.}
Por isso, amanhã, não falem comigo. Vou estar um caco por me separar desta minha coisa querida, doce e comilona.

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