Coisas que não gosto (mesmo nada) que fazemos aos nossos filhos.

Tempo de leitura: 4 minutos

Preferia muitoooo mais escrever um post sobre coisas que gosto mesmo muito. Tentei. Escrevi. Apaguei tudo e reescrevi.  

Com o positivo (que eu tanto gosto) juro que não estava a conseguir passar a mensagem que queria. 
Mas não julguem que estou simplesmente a acusar e que não ponho a mãozinha no coração… Neste post estou envolvida porque, obviamente, também eu já caí nisto. 
Mas por perceber que odeio, consegui modificar e evitar fazer. Muitas vezes me apetece dizer a mães (amigas, pessoas que sigo) para não o fazerem. Mas quem sou eu para me meter nisso, não é?! 
Também errei e fiz algumas destas coisas. E trabalho todos os dias para não as repetir. Não aprendi sozinha a ver que algumas destas coisas destroem o espírito e a essência dos nossos filhos. Li muita coisa, para agora como quando acontecem, todas as campainhas comecem a tocar. E tento emendar. 
Apesar deste ser um post carregado de coisas negativas, acredito que lhe consigam ver a intenção positiva. 
Então aqui vai o meu top de coisas que odeio nesta coisa exigente que é a educação:
1. Comparações  
A sério. Tiram-me do sério. Talvez porque tenha crescido e vivido muito perto disto, tenho alergia. Mães que comparam os filhos com os das outras, mães que comparam os seus próprios filhos entre eles. Este é mais responsável que o outro, este é mais querido que o outro… Comparar quebra a confiança que temos em nós. É como se tivéssemos de estar sempre a competir e nos reste tentar ser diferentes. Cada ser filho deve sentir que é um ser especial, deve amar ser como é. Deve sentir que não é pior que outro porque tem aquela característica. O que cria a comparação entre irmãos é que o que é dito como “pior” não se sinta bem, seja sempre uma sombra do outro. Depois podem acontecer duas coisas: ou tenta copiar (e nunca se vai sentir bem porque não é ele), ou insiste no seu traço negativo porque já que é pensado assim, então que tenha proveito. 
E já agora, quando uma mãe nos fala dos seus filhos, não temos de necessariamente responder com os nossos. Em vez de dizermos: “Ai o meu teve “Muito bom!” podemos ouvir as boas notas do filho de alguém e dizer simplesmente: Parabéns, estás a fazer um bom trabalho com o teu filho. 😉
2. O mundo é que está errado
Temos sempre de defender os nossos. Isto é um facto. Mas quando não estão certos, não estão certos. Muitas vezes vê-se isto nas escolas, com os professores. Alguns pais não põem os filhos a pensar nos seus atos, para imediatamente, atacarem os outros. Obviamente, há muita coisa errada nas escolas mas às vezes devemos pensar que com turmas de quase 30 alunos, o professor tem de pôr um ponto final. Ainda que às vezes não seja justo, temos de lhes passar empatia pelo outro, e pô-los nos seus sapatos. Quando lhes damos sempre razão, mesmo quando não a têm, eles não vão pensar em quem e o que sente quem está no outro lado. 
3. Uns coitadinhos, coitadinhos…
Viver as dificuldades, as injustiças, dar força às fraquezas, à incapacidade. Nãoooooo!!! Os nossos filhos vão mudar o mundo!!!
Vocês conhecem este rapaz? Uma vez ouvi-o dizer que os pais nunca deram força à sua deficiência. Então foi ator, nadou, jogou futebol, fez amigos, arranjou um trabalho, foi comentador desportiva, dá palestras…
Os nossos filhos são capazes de tudo. Não acentuar o que têm de mais fraco, os seus e nossos medos. Elevar o mais forte, sem nunca lhes fazer crer que não conseguem, que são fracos, que são coitadinhos. Aqui também pode haver a comparação quando um irmão é mais fraco em alguma coisa que o outro. Viver as fragilidades dos nossos filhos é empola-las. O que devemos fazer é descobrir o seu oposto e tentar sempre motivá-lo.
4. Etiquetas são nos frascos
Vem um bocadinho na onda da comparação, mas podem existir sem ela. Odeio! São as etiquetas que pomos aos nossos. Muitas vezes não são por mal, mas estamos a nós, segundo a nossa avaliação, a definir os nossos filhos e a sua personalidade.
E passa a vida a acontecer. Vejo tanto na internet. Esta é a peste, aquele é o tímido, o outro é inseguro…. Horrível!!!
Há muitas coisas que os meus pais acham que eu sou e eu não o era, pelo menos sempre. Por exemplo. Eu era a feliz, que não tinha problemas e que resolvia bem a vida. E quando isto não acontecia?! O meu rótulo neste caso era positivo mas, às vezes, se não estava feliz não era levada em conta.
As etiquetas não são boas porque nós não somos só uma coisa, ou sempre a mesma coisa, como os feijões lá de casa. Claro que isto não é só aplicado a crianças. Era bom que todos deixássemos de ter rótulos. Mas como não vai acontecer, pelo menos, que tentemos não o fazer na infância quando há uma personalidade (cheia de grão, feijão, arroz, massa) a formar-se. 
Espero que gostem da minha lista negativa e que não a levem a mal. 

5 thoughts on “Coisas que não gosto (mesmo nada) que fazemos aos nossos filhos.

  • É isto…tal e qual. Com um de 10 é uma de 4….como água e vinho, infelizmente ainda não consigo evitar algumas destas maldades q lhes fazemos.
    Aida

  • Odiar é uma palavra forte e com uma carga negativa muito grande… mas de facto o que foi referido tem essa carga e torna-se um ciclo vicioso! Será que seremos capazes de inverter a corrente? O primeiro passo tá dado! Identificar, falar e passar a mensagem. Obrigado. Que se torne numa onda possítiva! ������

  • Olá Rita,
    Gosto muito de acompanhar o seu Blog, mas neste post em particular vi uma coisa que tenho que comentar.

    Inicia o mesmo com um prefiria muito mais….Ora, permita-me a ousadia, isto não é correto. Se prefere já é mais, não há nexessidade em dizer muito mais.

    Beijinhos.

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